Mais de 2 milhões de goianos devem receber o Auxílio Brasil; veja quem está apto para ser beneficiado

Programa substitui o Bolsa Família e os pagamentos estão previstos para começar a partir do dia 17 de novembro

Augusto Araújo -
Todas as pessoas que já estão cadastradas no Bolsa Família receberão o benefício automaticamente. (Foto: Reprodução)

O Auxílio Brasil, programa que visa substituir o Bolsa Família, está em vias de começar a atuar no país. Os pagamentos, segundo o Ministério da Cidadania, já devem começar na próxima quarta-feira (17).

Essa mudança gerou dúvidas sobre que parcela da população poderia receber o benefício. Contudo, quem já é beneficiário do Bolsa Família não precisa se preocupar, já que estará incluído automaticamente no programa.

Para terem direito ao amparo financeiro, podem estar pessoas que vivem em situação de extrema pobreza (com renda familiar de até R$ 100 por pessoa) ou quem for de família pobre (com renda familiar mensal de no máximo R$ 200 por indivíduo).

Os beneficiários também devem ter os dados atualizados no Cadastro Único Para Programas Sociais (CadÚnico) e, segundo o Ministério da Cidadania, poderão receber os recursos apenas as famílias com gestantes ou pessoas com idade de até 21 anos incompletos.

Segundo o governo, apenas os que tiverem aumento da renda familiar mensal per capita em valor que ultrapasse em até duas vezes e meia a linha de pobreza (R$ 200 por pessoa) serão excluídos do programa.

Contudo, eles poderão receber o auxílio por mais 24 meses, antes de serem removidos.

Em Goiás, o número de famílias registradas no CadÚnico, até junho de 2021, era de 883.682, somando aproximadamente 2,2 milhões de pessoas.

O Ministério da Cidadania prevê que o valor do ticket médio do programa será de R$ 217,18, o equivalente a 20% de aumento em relação ao que é pago pelo Bolsa Família (R$ 190).

Fazendo uma conta simples, se todas essas famílias cadastradas atualmente forem contempladas, serão injetados cerca de R$192 milhões no estado de Goiás.

Analisando o auxílio

Em entrevista ao Portal 6, o economista Flávio Guerra afirmou que o amparo financeiro deve ser utilizado pelas populações mais vulneráveis para poder custear suas necessidades básicas.

“Esse recurso vai diretamente para alimentação, contas de água, gás, energia e até mesmo aluguel. É um auxílio que vem de encontro à subsistência das famílias mais necessitadas”, afirmou.

O economista também não vê essa medida como uma forma de compensar o aumento generalizado no valor dos produtos básicos no país. A injeção do benefício, inclusive, geraria um pouco mais de inflação na economia local.

“Não é este valor que vai resolver todos os problemas, mas é uma forma de garantir o mínimo para que essas famílias sobrevivam”, concluiu.

Segundo Flávio Guerra, a aplicação do dinheiro na população seria benéfico para os cofres públicos estaduais, já que, ao voltar a consumir os produtos, as pessoas pagariam pelos impostos que alimentam as finanças do governo de Goiás.

 

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