Goiás avança na ressocialização e já tem quase 5 mil detentos que também trabalham enquanto cumprem pena

DGAP aponta que a ocupação da população privada de liberdade tem proporcionado resultados surpreendentes no estado

Augusto Araújo -
Número de detentos em atividades de ressocialização aumentou em 2021. (Foto: Divulgação/DGAP).

Goiás deu um salto no processo de reinserção dos detentos na sociedade. O balanço de 2021 da Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP) registrou quase 5 mil presidiários que trabalham enquanto cumprem pena.

No total, são 4.862 apenados cumprindo atividades laborais, o que representa um aumento de 79,43% em relação a 2019, ano em que a contagem começou a ser feita. O artesanato é a principal atividade atribuída aos custodiados.

A titular da Gerência de Produção Agropecuária e Industrial (GPAI), Alline Scaglia, afirma que a ocupação da população privada de liberdade por meio dos ofícios proporciona resultados surpreendentes.

“O trabalho leva dignidade às pessoas. É muito satisfatório perceber como a reintegração transforma a vida de um indivíduo”, frisou.

Dentre as principais ações propostas em 2021 que ampliaram a utilização de mão de obra carcerária, estão a instalação de fábricas de artefatos de concreto em Itumbiara e Goianésia e de um centro de manutenção e reciclagem de móveis, eletroeletrônicos e informática.

Também foram criados oito laboratórios de informática para a qualificação de detentos. Além disso, foram elaboradas oficinas para aprimorar habilidades.

A Administração Penitenciária também definiu uma parceria com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), em que apenados nos regimes semiaberto, aberto e em livramento condicional prestam serviços ao órgão.

A ressocialização possibilita a redução de pena da população carcerária (um dia a menos para cada três trabalhados) e remuneração, seja ela vinda de empresas privadas, do Estado de Goiás, de Prefeituras ou do Poder Judiciário.

Números

A produção industrial é uma esfera que se destaca na produção dos custodiados. Em 2020, se destacou o número de artefatos de confecção, quando foram fabricados 60.596 itens têxteis, dentre eles máscaras de proteção facial.

Já neste ano, chamou atenção a categoria de alfaiataria, com um total de 10.906 produtos – inclusive os próprios uniformes dos apenados – seguida pela área de marcenaria, com 3.520 itens fabricados.

No sistema prisional goiano, as principais ocupações para detentos do sexo masculino são: artesanato, serviços gerais e trabalhos com obras e construção.

No caso da população carcerária do sexo feminino, o artesanato também é o mais praticado, seguido por atividades de confecção e serviços gerais.

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