Adolescente receberá indenização de R$ 10 mil após perder compromissos escolares antes de viajar aos EUA, decide juíza de Goiânia
Voo programado para sair do Santa Genoveva foi adiantado em oito horas, fazendo com que passageiro esperasse sozinho durante longa conexão

Um adolescente, de 16 anos, deve ser indenizado em R$ 10 mil após enfrentar uma mudança de mais de oito horas no horário de um voo. O avião, pertencente à Azul Linhas Aéreas, decolava de Goiânia.
O plano inicial do passageiro era sair da capital às 20h. Primeiro, ele iria para São Paulo, para uma conexão que duraria cerca de uma hora. Depois, seguiria para Fort Lauderdale, nos Estados Unidos.
O planejamento acabou dando errado quando a Azul resolveu antecipar o primeiro trecho em oito horas, fazendo com que o adolescente precisasse estar no Aeroporto Santa Genoveva antes do meio-dia.
Para se adaptar à alteração, ele precisou perder atividades escolares – que tinham sido consideradas ao comprar a primeira passagem. Também precisou esperar sozinho em São Paulo pelo voo internacional.
A advogada Julianna Augusta, que foi a responsável pela defesa, conta que a família tentou outras soluções, mas “a companhia informou que, se o passageiro não aceitasse a antecipação do voo, sua passagem seria cancelada e ele não viajaria”.
A Azul se defendeu dizendo que comunicou a mudança com antecedência e ofereceu a opção de cancelar o voo com reembolso. Apesar disso, a juíza Karine Unes Spinelli, da 17ª Vara Cível e Ambiental de Goiânia, entendeu que isso não afastava a responsabilidade.
Isso porque o adolescente precisaria enfrentar preços muito altos caso decidisse comprar novas passagens de última hora. Para a magistrada, a espera de mais de oito horas ultrapassou um simples transtorno para se tornar falha na prestação do serviço.
Além da indenização, a Azul ainda precisou arcar com as custas processuais e os honorários advocatícios. Ainda cabe recurso.
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