Marta González-Freire, pesquisadora biomédica: ‘Dormir depois das 23h pode fazer o corpo perder uma etapa importante do sono’
Regularidade dos horários pode ter papel importante para a saúde, mas ciência ainda não estabelece uma hora universal para dormir

Dormir sete ou oito horas pode não contar toda a história quando o assunto é envelhecimento saudável. Para a pesquisadora biomédica Marta González-Freire, observar o horário em que o descanso começa também merece atenção.
À frente do grupo Translational Research in Aging and Longevity, do Instituto de Investigación Sanitaria de las Illes Balears, na Espanha, ela estuda mecanismos relacionados ao envelhecimento e defende que sono, alimentação, atividade física e relações sociais continuam entre os pilares mais importantes da longevidade.
Em entrevista ao jornal La Vanguardia, González-Freire chamou atenção especialmente para quem costuma iniciar o descanso somente depois da meia-noite.
- Estátua da Liberdade de 8 toneladas pega a estrada e viaja mais de 1,4 mil km rumo a Goiás para a nova Havan
- Cidade dos EUA procura voluntários para morar de graça: eles oferecem acomodação, alimentação e transporte por todo o país
- Adeus, descarga fraca: ajuste simples que muita gente esquece pode resolver o problema sem trocar o mecanismo, segundo encanadores
Horário também entra na equação
A ciência já oferece evidências de que o sono saudável não depende apenas da quantidade de horas. Regularidade, qualidade e alinhamento com o ritmo circadiano também importam.
Uma revisão sistemática com mais de 92 mil participantes encontrou associação entre horários de sono mais tardios, maior irregularidade e resultados desfavoráveis à saúde.
Isso não significa, entretanto, que todas as pessoas precisem obrigatoriamente estar dormindo entre 22h e meia-noite.
A afirmação de que existe uma “fase do sono” universal e indispensável exatamente nesse período não está estabelecida dessa forma nas principais recomendações médicas.
Dormir tarde sempre pode ser mais relevante
Estudos mais recentes reforçam que manter horários relativamente consistentes para dormir e acordar está relacionado a melhores indicadores de saúde.
Além disso, características individuais, rotina profissional e cronotipo influenciam o relógio biológico de cada pessoa.
Para adultos, entidades especializadas recomendam regularmente pelo menos sete horas de sono. Porém, quantidade não deve ser analisada isoladamente.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!







