Semusa e Hospital Evangélico vão alinhar datas para retomada de cirurgias cardíacas pelo SUS

Prefeitura de Anápolis promete garantir recursos para cobrir defasagem na tabela e fornecimento de itens essenciais para os procedimentos

Flávio Mobaroli -
Hospital Evangélico Goiano. (Foto: Reprodução)

Os corações anapolinos voltam a bater cheios de esperança. Ao menos, daqueles que aguardam há tempos na fila por cirurgias cardíacas. É que Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e o Hospital Evangélico Goiano (HEG) prometem definir, ainda nesta quinta-feira (06), a data para realização do primeiro procedimento.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Júlio César Spíndola, já há 40 Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) prontas e, com a suplementação financeira da Prefeitura sobre a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), publicada inclusive na edição mais recente do Diário Oficial do Município (DOM), termina o impasse no fornecimento de órteses, próteses e materiais especiais, principais responsáveis pela demanda reprimida observada na cidade.

“A Diretoria de Regulação da Semusa já está alinhando com o HEG o dia da primeira cirurgia e quantas poderão ser realizadas semanalmente. Este número depende do prestador do serviço, de quantas salas cirúrgicas e UTis ele pode disponibilizar. Nossa parte, que são as guias e a suplementação financeira, estão assegurados”, explicou o secretário.

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Júlio César sustenta ainda que o incremento financeiro da Prefeitura, que chega a 263% no caso de um enxerto arterial tubular inorgânico, por exemplo, será estendido a todos os pacientes na fila de espera.

O aporte, inclusive, já teve o aval do Conselho Municipal de Saúde. A única pendência está na forma de se fazer o repasse, o que deve ser definido “de um dia para o outro”.

Conforme apurado pelo Portal 6, a fila por cirurgias cardíacas chegou a ter 100 pessoas. Para sete delas, o tempo de espera foi longo demais. Outras 40 já realizaram todos os exames e estão aptas a dar o próximo passo, rumo à sala de cirurgia.

Sobre a liberação das AIHs, Júlio César Spíndola relatou que elas foram recolhidas para garantir a transparência na execução das cirurgias. Segundo ele, o documento ficava em posse do médico responsável pelo procedimento, o que não seria o correto.

“As guias precisam estar na Semusa, para que sejam liberada na medida em que as cirurgias são agendadas. Isso evita eventuais trocas de materiais ou tentativas de fura-fila, já que o paciente deve ser atendido em ordem cronológica de entrada no sistema”.

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