Entenda como será o esquema de vacinação infantil contra a Covid-19

Salas exclusivas e evitar vacinação em modalidade drive-thru são alguns exemplos recomendados para os municípios

Augusto Araújo -
Vacinação infantil entre crianças de 05 à 11 anos em Goiás não necessitará de prescrição médica. (Foto: Reprodução)

Com a previsão de chegada das vacinas pediátricas ao Brasil na próxima quinta-feira (13), o início da vacinação de crianças entre 05 e 11 anos de idade contra a Covid-19 em Goiás deverá ser iniciada na próxima segunda-feira (17).

São 726.580 crianças que compõem essa faixa etária no estado e que poderão tomar a vacina. Para seguir um cronograma de atendimento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda 17 diretrizes para que os municípios possam realizar a imunização.

Dentre elas, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou ao Portal 6 que não irá recomendar aos municípios apenas uma: os grupos prioritários, como quilombolas, indígenas e crianças com comorbidades não serão as primeiras a receberem as doses.

Sendo assim, essa comunidade será imunizada de acordo com a ordem decrescente de idade, começando por 11 anos até chegar aos 05 anos de idade – a depender da quantidade de vacinas disponibilizadas.

Veja a seguir todas as recomendações:

1 – Treinamento completo das equipes de saúde que irão aplicar a vacina;

2 – A vacinação de crianças deve ser realizada em ambiente específico e segregado da vacinação de adultos;

3 – Quando for realizada a vacinação em comunidades isoladas, como aldeias indígenas, a vacina de crianças deve ser aplicada em dias não coincidentes com a imunização de adultos;

4 – Disponibilização de salas exclusivas para aplicação das doses pediátricas de Covid-19;

5 – Dar um intervalo mínimo de 15 dias entre a dose contra o coronavírus e outras vacinas do calendário infantil;

6 – Evitar vacinação dessa faixa etária em modalidades “drive-thru”;

7 – As crianças deverão permanecer por 20 minutos no local de aplicação, para observação de possíveis reações adversas;

8 – Os profissionais que forem aplicar a vacina devem informar ao responsável que acompanha a criança sobre os possíveis sintomas que elas podem apresentar após a aplicação do imunizante;

9 – Os pais e responsáveis devem ser orientados a procurar o médico se a criança apresentar dores repentinas no peito, falta de ar ou palpitações após a aplicação da vacina;

10 – O profissional da saúde deve mostrar aos responsáveis que a dose aplicada realmente é a vacina desenvolvida pela Pfizer/Wyeth contra a Covid-19;

11 – Um plano de comunicação deve ser implementado, para facilitar a identificação desse imunizante;

12 – Que seja considerada a possibilidade de existência de frascos de outras vacinas semelhantes no mercado, administradas dentro do calendário vacinal infantil, e que possam gerar trocas ou erros de administração.

13 – As crianças que completarem 12 anos entre a primeira e a segunda dose, permaneçam com a dose pediátrica;

14 – Os postos de saúde devem estar preparados para receber crianças que apresentarem efeitos colaterais da aplicação da vacina;

15 – Um programa de monitoramento deve ser adotado para captar “sinais de interesse da farmacovigilância”;

16 – Deve-se manter os estudos sobre a efetividade do imunizante entre crianças de 05 e 11 anos de idade;

17 – Deve-se adotar outras ações de proteção e segurança para a vacinação das crianças, a critério do Ministério da Saúde e dos demais gestores da saúde pública.

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