Justiça condena homem pela morte de Samylla Morais, garota de programa assassinada em Anápolis
Crime brutal ocorreu na noite de 18 de julho de 2025 e imagens registraram o momento em que vítima entrou no carro do autor condenado

O Tribunal do Júri de Anápolis condenou, nesta quarta-feira (10), Valdizio Neto dos Santos Almeida a 14 anos de prisão pelo assassinato de Samylla Morais, garota de programa brutalmente assassinada em Anápolis, em crime que chocou o município.
O crime aconteceu na noite de 18 de julho de 2025, em uma estrada vicinal próxima à Universidade Estadual de Goiás (UEG), na zona rural do município.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram a autoria e indícios materiais do homicídio, negando a tese da defesa de negativa de autoria e de insuficiência de provas.
O Conselho de Sentença também entendeu ter um agravante, pelo fato de o autor ter utilizado de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Com isso, Valdizio foi condenado por homicídio qualificado e recebeu pena de 14 anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Na sentença, o juiz Fernando Augusto Chaca de Rezende destacou que o crime foi praticado durante a noite, em um local isolado, sem iluminação pública e distante de residências ou estabelecimentos comerciais, circunstâncias consideradas suficientes para aumentar a pena.
Além da condenação criminal, o juiz fixou indenização mínima de R$ 150 mil em favor da família da vítima.
Investigações
Samylla Morais tinha 27 anos e atuava como garota de programa em Anápolis. Conhecida na região do Calixtolândia, ela utilizava o nome social nas redes sociais, onde divulgava seu trabalho como acompanhante e compartilhava situações vividas na profissão.
Na época, a Polícia Civil informou que os indícios apontavam para um crime com características de execução. Testemunhas relataram ter ouvido pelo menos quatro disparos, seguidos pelo som de um veículo deixando o local em alta velocidade.
As investigações avançaram rapidamente após a análise de câmeras de monitoramento. Imagens registraram o momento em que Samylla deixou a residência onde estava e entrou em um Chevrolet Astra conduzido pelo suspeito, às 19h34, menos de uma hora antes do crime.
O vídeo mostra a vítima caminhando até o carro, entrando no banco do passageiro e deixando o local com o motorista. Pouco tempo depois, ela seria encontrada morta.
Mensagens ajudaram a identificar suspeito
Segundo o inquérito, o homem entrou em contato com a vítima pelo Instagram afirmando estar separado recentemente e interessado em contratar um programa.
Posteriormente, Samylla repassou o número de telefone para continuidade da conversa. Conforme a Polícia Civil, os dois seguiram o contato por aplicativo de mensagens.
Preso no dia seguinte ao homicídio, Valdizio foi encontrado em casa com munições calibre .32 e uma peça de roupa que apresentava manchas de sangue. Apesar disso, a investigação constatou que os projéteis que atingiram a vítima eram de calibre .38.
Durante depoimento, ele negou participação no assassinato e afirmou apenas que havia deixado Samylla em determinado local após uma discussão relacionada ao pagamento do programa.
Mesmo com a negativa, a Polícia Civil concluiu o inquérito pelo indiciamento por homicídio qualificado, entendimento posteriormente acolhido pelo Ministério Público e confirmado pelos jurados durante o julgamento realizado nesta semana.
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