O que é melhor: deslocar para fazer teste mesmo com sintomas leves ou se isolar em casa?

Com rede de saúde lotada, especialista orienta como paciente pode conduzir tratamento e dá prognóstico para próximos meses

Augusto Araújo -
Imagem de pacientes em UPA de Anápolis. (Foto: Reprodução)

Uma simples consulta, realização de teste para Covid-19, tanto na rede pública quanto particular, virou uma verdadeira via-crúcis para muitos goianos neste início de ano.

Com a explosão de número de casos de doenças infecciosas, não raro, os corredores das unidades de saúde estão lotados e pacientes precisam aguardar horas para serem atendidos.

Prova que as principais cidades do estado, Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis, tiveram que fazer manobras e readequações no sistema municipal de saúde para conseguir mitigar as longas filas de espera afim de que não entre em colapso.

Em conversa com o Portal 6, o médico Marcos Moura, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, explicou que o paciente com sintomas leves, pode permanecer em casa, realizando o tratamento e colaborando para evitar a sobrecarga nos postos.

“O sistema brasileiro não está adaptado para receber um público desse tamanho, atender a todos e passar medicações de forma adequada”, comentou.

Em contraponto, ele argumentou que se o paciente estiver se sentindo muito mal e precisar de assistência, é fundamental que procure um posto de saúde.

“Ele pode estar com uma doença grave e desassistido. A não avaliação médica também pode levar a uma automedicação, o que pode gerar problemas”, ponderou.

Para Marcos, esse cenário deve continuar nos próximos meses. “Tivemos um pico agora com as festas de final de ano e deve-se ter uma redução de infecções entre a metade de janeiro e início de fevereiro [em relação à Covid-19]. Mas a partir do Carnaval, deve-se ter novamente um pico de contaminações”.

Como a semana carnavalesca está marcada entre os dias 25 de fevereiro e 05 de março, a tendência é que esse aumento se desenvolva no decorrer do terceiro mês do ano.

A respeito da Influenza, Marcos afirmou que a tendência atual é de que os municípios interioranos passem a ter mais casos, já que o trânsito de pessoas vindas da capital nas festas de fim de ano proporcionou uma maior disseminação do vírus respiratório.

“De forma geral, as prefeituras terão que adotar medidas, para não sobrecarregar o sistema de saúde e abrandar o número de casos. Há pessoas nas redes de saúde que precisam de atendimento e não podem ficar sem vagas”.

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