Na contramão do Brasil, Goiás não deve sofrer com desabastecimento de diesel nos próximos meses

Impacto nos postos de combustível do estado deve ser pontual, aposta presidente do Sindiposto

Augusto Araújo -
Fornecimento de óleo diesel passa por crise mundial. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil).

Enquanto é ventilada a possibilidade de escassez no fornecimento de óleo diesel no Brasil, este cenário está descartado até o momento em Goiás.

A confirmação veio por parte do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo em Goiás (Sindiposto), Márcio Andrade.

Em entrevista ao Portal 6, ele destacou que não acredita na possibilidade de haver um colapso no fornecimento do produto no estado.

“Já tivemos dias mais difíceis, alguns meses atrás, [em relação à distribuição de combustíveis]. Pode faltar em um ou outro posto, em algum momento. Mas atualmente não há nenhum indício, sinal de falta de diesel entre os postos”.

Márcio Andrade pontuou, entretanto, que alguns estabelecimentos já estão importando o produto do petróleo para contornar uma possível escassez no fornecimento, ainda que o preço esteja elevado.

Vale destacar que no último levantamento publicado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o óleo diesel em Goiás estava sendo comercializado pelo valor médio de R$ 6,999 o litro.

Por sua vez, o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas (Sinditac), Vantuir José Rodrigues, disse ao Portal 6 que essa eventual falta do produto seria ainda mais prejudicial para a classe.

“Nós já estamos sendo massacrados com os aumentos abusivos de preços do óleo diesel. O trabalhador realmente não dá mais conta, está insustentável e os caminhoneiros já estão parando por isso.”

“Agora, 68% dos produtos brasileiros são transportados por caminhoneiros autônomos. [Caso a situação se confirme], vai começar a faltar coisas”, argumentou.

Entenda

Nesta sexta-feira (27), o G1 publicou uma matéria onde executivos da Petrobras teriam apontado que existe a possibilidade de acontecer um desabastecimento de óleo diesel no Brasil, a partir do segundo semestre de 2022.

Assim, os conselheiros da empresa petrolífera teriam alertado o presidente Jair Bolsonaro (PL) para que fosse criado um plano de racionamento emergencial do combustível, em caráter de urgência.

O governo, inclusive, já havia sido alertado pela Petrobras sobre esse risco desde o início do ano.

Vale destacar que a crise de fornecimento de óleo diesel é global e se agravou com os conflitos entre Rússia e Ucrânia.

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