Motoristas bêbados não são o único problema encontrado pela operação Balada Responsável em Goiânia

Situação relatada pelo subgerente de Fiscalização do Detran tem dificultado foco das blitzes contra embriaguez

Emilly Viana -
Agentes não podem ignorar flagrante, mas consideram um desvio de finalidade. (Foto: Divulgação / Detran-GO)

A cada operação da Balada Responsável, realizada pelo Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) para reduzir casos de embriaguez ao volante, uma média de 10 a 15 veículos é apreendida por falta de licenciamento. A informação é do capitão Hélio Alves, subgerente de Fiscalização do Detran-GO.

“Esse não é o foco da operação e acaba atrapalhando a ação, pois perde-se tempo com esse tipo de apreensão em vez dos casos em que os cidadãos misturam álcool e direção”, lamenta o porta-voz.

Atualmente, 43% da frota de veículos de Goiás não está licenciada. “É uma das porcentagens mais altas do Brasil, perdendo só para alguns estados nordestinos, como o Piauí”, aponta.

As blitzes da Balada Responsável ocorrem duas vezes ao dia de segunda a quarta, e até quatro vezes de quinta a domingo. Ou seja, em 24 horas, mais de 60 veículos podem ser apreendidos com este tipo de irregularidade.

“O agente fiscalizador não pode se omitir diante do flagrante da infração, mas nós vemos isso até como um desvio de finalidade”, avalia Alves.

Embriaguez

A média de autuações por embriaguez se manteve estável nos últimos anos, segundo o subgerente.

Em maio, o Detran parou cerca de 10 motoristas por ação entre segunda e quarta-feira. Já no fim de semana, esse número quadriplicou a cada blitz, chegando até 35 flagrantes.

“Nós abordamos, em média, 200 pessoas a cada operação. Então o contingente de condutores que estão nas ruas sem habilitação supera os 8%”, alerta.

Sem a fiscalização, ele garante que a situação seria pior. “O que nos parece é que estamos mantendo um controle. Ainda não conseguimos um resultado efetivo de diminuição, mas temos conseguido essa contenção”, avalia.

A Balada Responsável chegou, inclusive, a paralisar por seis meses em 2020 e três meses em 2021, por conta da pandemia.

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