PC prende quadrilha que cometeu maior crime de extorsão de Goiás

Suspeitos, que se passavam por delegados e conselheiros tutelares, convenceram que vítima tinha cometido pedofilia

Isabella Valverde -
Policiais civis prendem quadrilha que cometeu maior crime de extorsão em Goiás. (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

Na manhã desta quinta-feira (23), uma ação conjunta entre as Polícias Civis de Goiás e do Rio Grande do Sul prendeu cinco investigados do considerado maior golpe de extorsão do Estado, em que uma única vítima chegou a perder meio milhão de reais.

A operação denominada como “Sem Fronteiras” tinha como objetivo desarticular uma associação criminosa que havia extorquido, por meio das redes sociais, um morador de Rio Verde, de 30 anos, durante os três primeiros meses do ano.

Segundo a corporação, toda a situação teria se iniciado quando o homem começou a conversar pelo Instagram com uma suposta jovem bonita, ainda em janeiro.

Com o tempo, o que era uma conversa normal passou a ter cunho sexual e, com isso, um dos criminosos teria então se passado por pai da garota e começou a exigir uma compensação financeira para se reparar, material e moralmente os danos psicológicos que teriam sido causados à filha dele, que seria menor de idade.

Logo, outra parte do grupo também entrou em ação se passando por agentes da lei, como advogados, conselheiros tutelares e delegados. Com todo esse esquema, os investigados convenceram a vítima que ele havia cometido crime de pedofilia, devido ao conteúdo sexual das mensagens, e deveria então pagar propina para que não sofresse com sanções penais.

Na época da primeira ameaça, o homem chegou a sacar o valor solicitado e entregar aos criminosos, mas a extorsão não parou por aí, atingindo prejuízo de R$ 500 mil.

Com as informações em mãos, o grupo de profissionais da Operação Sem Fronteiras conseguiu prender cinco investigados e 12 medidas cautelares de busca e apreensão foram cumpridas na região metropolitana de Porto Alegre, incluindo até mesmo um presídio.

No entanto, três dos suspeitos ainda não foram encontrados, assim como o dinheiro da vítima. Por isso, agora a operação segue com o novo foco.

Os investigados que foram presos devem agora responder pelos crimes de estelionato e extorsão.

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