Alunos do Colégio Visão pedem recontratação de professor demitido após vídeo de Gustavo Gayer

Instituição já emitiu nota sobre o assunto e disse que possui um "Código de Conduta que veda manifestações políticas"

Isabella Valverde -
Professor Osvaldo Machado foi demitido após seis anos dando aulas na instituição. (Foto: Reprodução)

Alunos do Colégio Visão, em Goiânia, fizeram uma manifestação nos corredores da instituição de ensino contra a demissão do professor de sociologia, Osvaldo Machado da Silva Neto, de 41 anos.

O desligamento do profissional se deu após o blogueiro e político Gustavo Gayer compartilhar nas redes sociais um vídeo, de grande repercussão, em que falava de uma tirinha usada em uma prova que fazia uma reflexão sobre a polícia.

Logo após a demissão, estudantes se mobilizaram e, aos gritos, pediram que o professor fosse recontratado. Mensagens com os dizeres “vai censurar mais quantos?” e “sociologia não é ideologia política” foram afixadas nas paredes da escola.

A obra é do cartunista André Dahmer, do Jornal Folha de São Paulo, e mostra o personagem lendo um jornal e comentando sobre os assaltos em São Paulo. Depois, ele afirma “ainda bem que temos a polícia para combater a violência em prol…”  e encerrava a fala com “…da barbárie”.

Tirinha do cartunista André Dahmer utilizada na prova. (Foto: Reprodução)

Gayer, candidato a prefeito de Goiânia em 2020, apontou que a prova fazia “doutrinação” e destacava ideologia política.

“O professor de sociologia ensinando para os jovens que a polícia causa barbárie. Odeia a polícia, nas ama os bandidos”, afirmou Gayer.

Osvaldo Machado trabalhou por 06 anos no Colégio Visão. Em nota, a instituição afirmou que “possui um Código de Conduta que veda manifestações políticas, partidárias ou ideológicas em ambiente escolar”.

“A direção do Colégio mantém um canal de diálogo aberto com alunos e familiares, sempre pautando suas ações no Código de Conduta”, completou.

O professor contou que foi ele quem levou o vídeo ao conhecimento da direção da escola. Num primeiro momento, foi apoiado pelos diretores.

“A diretora me perguntou o que eu sugeria para a situação e eu disse que só queria minha paz e minha vida de volta, e que eles sabiam o profissional que eu sou”, disse ao jornal O Popular.

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