Mulher que viveu momentos de terror na Espanha retorna a Goiânia e está internada em hospital psiquiátrico

Vítima de violência doméstica, ela chegou em uma cadeira de rodas e a família luta por Justiça

Aglys Nadielle -
Mulher teve que retornar ao Brasil depois de ser vítima de violência doméstica na Espanha (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

Lilian Divina de Sousa Rodrigues Oliveira, de 40 anos, viveu momentos de desespero, causados pelo ex-companheiro, na Espanha, onde ela morou durante 04 anos.

Natural de Goiânia, a mulher retornou ao Brasil de cadeiras de rodas e psicológico abalado, depois de ser vítima de violência doméstica. No país europeu, ela chegou a ser atropelada pelo homem, essa situação foi o que a fez voltar pra casa.

De acordo com a filha da goiana, o ex-companheiro teria provocado o acidente propositalmente, no dia 1º de abril, e depois ainda a visitou no hospital para realizar ameaças.

Ao G1, a família de Lilian contou que a goiana era bonita e saudável, antes de tudo acontecer. Hoje, ela que teve vários ferimentos após o ocorrido ainda precisa de amparo psicológico e está internada em um hospital psiquiátrico.

“Depois que ela foi morar com ele, ela voltou só o osso. Ela sofreu muito lá. […] Hoje, ela tem medo de todo mundo bater nela, se isola, vive com medo”, relatou a filha.

Lilian Divina após voltar ao país de origem (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

Além disso, a jovem afirmou também que depois do inicio do relacionamento a mãe não ligava mais com tanta frequência como antes, por impedimento do amásio.

No dia 05 de maio, quando ela se recuperou fisicamente do acidente sofrido, Lilian registrou uma denúncia de violência doméstica contra o homem, ele chegou a ser preso, mas foi solto em seguida.

Quando ele estava recluso, o irmão da vítima foi busca-la para retornar ao país de origem, no dia 17 de junho. Enquanto aguardava, ela ficou hospedada na casa de parentes e também em um abrigo local.

O suposto agressor não voltou a prisão novamente. Em busca de justiça, a família agora tenta por meio do Ministério das Relações Exteriores e da Defensória Pública da União (DPU), exigir que ele tenha a punição necessária no país europeu.

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