NASA recupera sementes de tomate após quase 6 anos no espaço e material vira experimento inédito na Terra
Material permaneceu anos orbitando o planeta antes de retornar e chegar às mãos de milhares de estudantes para uma experiência científica

Um lote de sementes de tomate no espaço protagonizou um experimento incomum da NASA. O material permaneceu em órbita terrestre por quase seis anos antes de retornar ao planeta e chegar às mãos de estudantes.
A história começou em 1984, quando a agência espacial enviou as sementes a bordo do satélite Long Duration Exposure Facility (LDEF). A estrutura permaneceu em órbita até 1990.
Depois do retorno, a NASA colocou em prática o projeto SEEDS, sigla em inglês para Space Exposed Experiment Developed for Students. A iniciativa ocorreu em parceria com a empresa Park Seed Company.
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Experimento chegou às escolas
A NASA distribuiu mais de 132 mil kits educativos para estudantes, desde crianças da educação infantil até universitários.
Além disso, o projeto alcançou todos os estados norte-americanos e outros 30 países.
Cada kit trazia sementes de tomate da variedade Rutgers que haviam viajado ao espaço. Ao mesmo tempo, os participantes receberam amostras de controle que permaneceram na Terra.
Assim, os estudantes cultivaram os dois grupos e acompanharam diferenças nas taxas de germinação e no crescimento das plantas.
Depois, eles enviaram os resultados à agência espacial, ampliando a quantidade de informações disponíveis para análise.
O que os pesquisadores queriam descobrir
O experimento ajudou os pesquisadores a observar como a exposição prolongada ao ambiente espacial poderia afetar a viabilidade das sementes.
Entre os fatores de interesse estavam a radiação e as condições encontradas durante o período em órbita.
Além disso, o projeto apresentou aos estudantes uma experiência científica prática. Em vez de apenas acompanhar uma pesquisa pronta, eles participaram do cultivo, da comparação e do registro dos resultados.
As sementes de tomate no espaço também apresentaram elevada sobrevivência quando permaneceram em recipientes hermeticamente fechados, conforme os dados divulgados sobre o projeto.
Dessa forma, uma experiência iniciada em órbita acabou se transformando em uma iniciativa educacional de grande alcance na Terra.
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