Medicamentos básicos estão sumindo das prateleiras de farmácias goianas

Para entender a situação, o Portal 6 conversou com o vice-presidente da Siconfarma, Deivisson Marla

Gabriella Pinheiro -
Deivisson Marla. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Encontrar medicamentos básicos como dipirona e anti-inflamatórios nas farmácias vem se tornando um desafio para a população goiana. 

Desde dezembro de 2021, denúncias sobre a falta de remédios em hospitais e farmácias de Goiás já são relatadas por pacientes em diferentes localidades. 

Mesmo após seis meses, a crise no abastecimento de insumos ainda segue sem uma solução definitiva por parte das autoridades de saúde. 

Para entender a situação, o Portal 6 conversou com o vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Goiás (Sincofarma), Deivisson Marla. 

De acordo com ele, a principal motivação para a escassez dos itens em Goiás se deve às questões financeiras ligadas à importação. 

“Todos os antibióticos e medicamentos são importados. Esses tipos de remédios são produzidos em indústrias estrangeiras que estão com falta de matéria prima no momento”, explica. 

Atualmente no país, não há uma produção de analgésicos, sendo necessário uma importação do item para que ele chegue ao Brasil. 

No entanto, a alta do dólar e a guerra na Ucrânia serviram para aumentar o custo de fabricação de alguns produtos fazendo com que os medicamentos fossem retirados do mercado por algumas indústrias. 

“Uma das coisas que explica é também os reflexos da pandemia. A Covid-19 parou as fábricas e, agora, acabou a matéria-prima que tinha de estoque. A pandemia agora está sendo sentida”, diz Deivisson. 

No entanto, a problemática enfrentada no estado pode estar prestes a terminar. Segundo o profissional, a previsão é de que no próximo mês a situação seja resolvida. 

“As indústrias estão tentando regularizar o estoque. A previsão é de que no próximo mês, isso seja resolvido e regularizado”, projeta. 

Para os pacientes que necessitam de algum medicamento em falta, o farmacêutico explica que é necessário solicitar uma nova receita ao médico, para adquirir um remédio similar.

“Infelizmente a pessoa que precisa do medicamento tem que voltar no médico que deu a receita para conseguir um novo remédio e explicar toda a situação”, ressalta.

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