Buser faz ‘manobra’ pra continuar a operar em Goiânia
Usuários com passagens compradas estão sendo informados da medida por e-mail, pouco antes do embarque
Atualizada às 12h25
Empresa de ônibus por aplicativo, a Buser está proibida momentaneamente de circular em Goiânia.
Pessoas ouvidas pelo Portal 6 relataram que haviam comprado passagens para viagens interestaduais saindo da capital, mas que os planos mudaram quase na hora do embarque.
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De acordo com uma dessas passageiras, que não quis se identificar, o ponto de partida estava marcado para um posto de combustível às margens da BR-153, próximo ao Parque Flamboyant.
Entretanto, o destino foi alterado de maneira arbitrária pela empresa de ônibus, poucas horas antes e avisado por e-mail. O Portal 6 teve acesso as mensagens enviadas aos passageiros pela Buser.

Mudanças estão sendo informadas ao passageiros por e-mail. (Foto: Reprodução)

Mudanças estão sendo informadas ao passageiros por e-mail. (Foto: Reprodução)
O novo local de embarque foi em um lugar na mesma região, mas um pouco mais afastado da rodovia. Ao chegar lá, a informação é de que o ônibus sairá de Cristianópolis, cidade a cerca de 90 km de Goiânia.
Para que os passageiros cheguem ao novo destino, a Buser está pagando táxis para levá-los até o município.

Táxis estão sendo contratados pela empresa para que viagens sejam realizadas. (Foto: Karina Ribeiro/Portal 6)
Questionado sobre o porquê da medida estar sendo aplicada, um funcionário afirmou que a empresa está proibida pela fiscalização de circular na capital.
O Portal 6 entrou em contanto com a Buser pedindo um posicionamento. Em nota, a companhia afirmou que está sofrendo com o que chamou de “fiscalizações abusivas por parte da ANTT”.
Confira a nota na íntegra
A Buser esclarece que algumas de suas empresas fretadoras parceiras em Goiânia estão sofrendo com fiscalizações abusivas por parte da ANTT. Como plataforma de tecnologia que realiza a intermediação dessas viagens, repudiamos esse tipo de ação e apoiamos os fretadores e passageiros impactados.
Essas fiscalizações, que acabam em apreensões do veículo em certos casos, são baseadas em uma portaria ilegal que extrapola a competência da própria agência reguladora, criminalizando a atividade do fretamento colaborativo pelo não cumprimento do chamado “circuito fechado”, regra anacrônica que obriga os ônibus a ir e voltar com o mesmo grupo de passageiros. A regra do “circuito fechado”, que já foi sinalizada pelo Ministério da Economia como bandeira vermelha por ser anticoncorrencial e onerosa ao setor, foi feita para proteger o monopólio das velhas empresas de ônibus, que cobram um preço alto pelo serviço precário que oferecem à população.
A empresa afirma que, em casos em que a viagem é interrompida, ela dá todo o apoio aos passageiros, direcionando-os para táxis parceiros ou para a rodoviária e cobrindo 100% dos custos, para que concluam o trajeto com segurança.
O transporte por fretamento, que existe há décadas no Brasil, se popularizou e ganhou ainda mais relevância junto ao turismo brasileiro graças à tecnologia. Por atuar sob demanda, o modelo de fretamento colaborativo, lançado pela Buser, consegue diminuir os custos de operação e evitar a ociosidade, e o usuário consegue economizar na hora de fazer a reserva. O serviço, que não envolve venda de passagens, é realizado por meio de empresas de ônibus fretados que dispõem de todas as autorizações necessárias: elas precisam estar com os impostos em dia e são treinadas, além de contarem com licenças junto aos órgãos reguladores estaduais e federais. Ou seja, trata-se de um serviço regulamentado pelo Estado, dentro da legislação do fretamento.
Para que haja inovação e concorrência no mercado de transporte rodoviário de passageiros é preciso modernizar a legislação e acabar com os entraves que impedem que haja mais concorrência. Inclusive, esse é o desejo da grande maioria da população. Uma recente pesquisa da Quaest mostrou que 88% dos brasileiros defendem que as leis sejam alteradas para que haja mais empresas disputando o mercado de viagens intermunicipais. _
Toda tecnologia, quando surge, gera questionamentos, principalmente em um mercado como o de viagens de ônibus. Mas à medida que a inovação vai provando seus impactos positivos, a justiça vem criando uma jurisprudência favorável à Buser e ao fretamento colaborativo. Por isso estamos orgulhosos da nossa história, mantendo o papel de oferecer viagens de qualidade e com segurança a preço justo, contribuindo para o avanço da mobilidade urbana no País.
Assessoria de Imprensa da Buser








