Disputa para o Governo de Goiás tem mais indefinições que certezas na reta final da pré-campanha

Ronaldo Caiado, que antecipou aliança com Daniel Vilela e o MDB, é o que consegue passar mais clareza de cenário, mas pode haver problemas no caminho

Yago Sales -
Ronaldo Caiado (União Brasil) e Daniel Vilela (MDB) durante união de chapas. (Foto: Divulgação)

Até o dia 05 de agosto o clima nos partidos políticos vai se manter aquecido com ligações, reuniões a porta fechadas, acordos de última hora e encontros regionais. Essa é a data limite para que as siglas apresentem candidatos majoritários (governador, presidente e senador) e proporcionais (deputados estaduais e federal).

Em Goiás, existem algumas definições claras ao eleitorado. Ronaldo Caiado é candidato à reeleição e, numa excepcionalidade, escolheu há um ano do pleito o vice, Daniel Vilela.

A aliança causou reboliço na política goiana. É que Vilela, que concorreu ao governo em 2018, foi bastante hostil a Caiado em vídeos que, diz um emedebista, devem ser usados para criar um clima de desconfiança à chapa.

Mas tudo faz parte do jogo. Mendanha, noutro exemplo, não tem vice definido ainda, mas já arrastou João Campos da base de Caiado ao projeto dele como nome à única vaga ao Senado.

O mesmo ocorre com Vitor Hugo: sem vice definido, mas com o ex-senador Wilder Morais como aposta do PL ao Senado Federal.

Marconi Perillo vai disputar o governo, mas ainda não tem certeza (ou não quer dizer) para quem entregará a vice nem que candidato ao Senado vai caminhar com ele na campanha.

NAMORO

Embora o PT reafirme o nome de Wolmir Amado à disputa pelo Palácio das Esmeraldas, é cada vez maior a expectativa do partido fechar com Marconi. Porém, a aliança, caso ocorra, só deve ser selada em convenção.

GENERAL NAS URNAS

Jair Messias Bolsonaro (PL) fez um dos discursos mais emocionados desde que assumiu à Presidência da República. Cercado de apoiadores no Maracanãzinho, ele lançou a candidatura à reeleição com o general e aliado Braga Netto na vice.

CRISE À VISTA

Acostumado a negar responsabilidade sobre mentiras e terrorismo, o presidente voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF).

Convocou até apoiadores que para saírem às ruas no dia 07 de setembro. Vale lembrar que no ano passado, a histórica festividade foi marcada por episódios antidemocráticos.

URNAS COLORIDAS

O tiro da ascenção conservadora parece ter saído pela culatra. Sob a máxima de contribuir pelo retorno de Lula ao poder, e garantir a defesa das liberdades individuais, houve um boom de pré-candidaturas LGBTQIAPN+. Enquanto que em junho eram 125, em julho chegou a 222 nomes que representam uma das siglas do movimento. Em Goiás, pelo menos dois nomes são mais conhecidos: o jornalista Matheus Ribeiro (PSDB) e o policial Fabrício Rosa (PT).

CANDIDATO

O Avante vai mesmo bancar o deputado federal André Janos para a Presidência da República. O anúncio foi feito no sábado (23) durante a convenção da sigla em Belo Horizonte.

NOTA DEZ

Para o Ministério Público de Goiás e à Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica (Copevid). Juntos eles desenvolveram a campanha ‘Toque de Amiga’, um projeto que tenta conscientizar mulheres sobre violência psicológica.

NOTA ZERO

Para os criminosos que atearam fogo em uma gameleira de mais de 100 anos da Avenida Goiás Norte, em Goiânia. Quem fez isso precisa ser identificado e exemplarmente punido.

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