Ex-presidente da OAB de Anápolis é preso em operação contra embriaguez ao volante

Advogado alegou que, sobre o processo, pretende demonstrar que estava cansado e que sintomas foram mal interpretados

Gabriella Pinheiro Gabriella Pinheiro -
Jorge Henrique Elias
Jorge Henrique Elias.(Foto: Reprodução/ Instagram)

Os olhos vermelhos, falas arrastadas e hálito exalando álcool. Os sinais de embriaguez enquanto dirigia o próprio veículo foram o que levaram o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da comarca de Anápolis, Jorge Henrique Elias, a ser preso neste sábado (17). Ele pagou fiança de R$ 4.236 e foi liberado. 

Todo o caso ocorreu por volta das 02h quando o profissional trafegava pela Rua Industrial, no setor JK Nova Capital, juntamente com a esposa, em Toyota Corolla branco.

Entretanto, na via, policiais da Delegacia Especializada em Investigação de Crimes de Trânsito (DICT) realizavam uma operação para abordar motoristas durante a operação Balada Responsável. Ao notarem o veículo, os agentes sinalizaram uma parada, o que foi atendido pelo advogado. 

Assim que desceu do automóvel, as autoridades notaram sinais de embriaguez que iam desde fala arrasta, olhos vermelhos e hálito com cheiro etílico. Questionado, o homem confessou ter ingerido álcool, mas ao ser convidado para fazer um teste do bafômetro, se recusou. 

Diante da situação, a esposa, que acompanhava a cena, se prontificou a conduzir o automóvel até a delegacia da Polícia Civil (PC). No entanto, ao fazer o teste do etilômetro, o resultado também deu positivo.

Já na unidade policial, durante o interrogatório, Jorge se negou a responder quaisquer perguntas ligadas a respectiva vida pessoal, se limitando a dizer que trabalhava como advogado trabalhista. 

Ele recebeu um mandado de prisão acusado pelo crime de embriaguez na condução do veículo de automotor em via pública, mas foi liberado após pagar uma fiança no valor de R$ 4.236.

Procurado pelo Portal 6, Jorge confirmou que havia sido abordado pelos policiais e que se recusou a realizar o exame do etilômetro visando resguardar os direitos constitucionais. 

O profissional também alegou que estava apenas cansado ao retornar para a casa e que os sintomas identificados como sinais de embriaguez foram mal interpretados.

Leia a nota completa na íntegra:

Sobre o assunto é preciso destacar que, de fato, fui abordado nesta última madrugada; sendo importante frisar que resguardei meu direito constitucional em não realizar o exame do etilômetro.

Apesar disso, entendeu por bem a autoridade policial em lavrar o competente auto e em arbitrar fiança.

Por ocasião do processo pretendo demonstrar que estava apenas cansado ao retornar para a casa e tais sintomas foram mal interpretados.

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