Família de motorista de aplicativo acamado luta para conseguir ambulância da Prefeitura de Aparecida de Goiânia
Vítima não consegue sequer sentar por conta das fortes dores e só pode ir ao médico via ambulância, mas tem 'levado bolo' dos responsáveis

Foi por um milagre que o motorista de aplicativo Paulo Henrique Nunes, de 59 anos, sobreviveu a um gravíssimo acidente de trânsito, enquanto trabalhava, em Goiânia. Após dois meses de idas e vindas na UTI, 28 dias em coma e um esforço hercúleo da equipe médica, ele foi finalmente liberado para retornar ao lar. Porém, a luta segue longe de acabar.
Em entrevista ao Portal 6, Simone Nunes, irmã de Paulo, contou a dura rotina que seguiu o acidente, ocorrido ainda em fevereiro, mas que deixou o dia a dia de toda a família de ponta a cabeça até hoje.
Acamado e com diversas sequelas pelo corpo, o motorista não consegue sequer ir ao banheiro sozinho ou mesmo ficar sentado, ante as intensas dores. A solução foi montar uma “mini UTI” em casa, onde o motorista segue sob acompanhamento integral da irmã e da mãe, além do filho.
Como se a rotina de cuidar de um parente acamado por si só já não fosse desgastante, mais um problema se estende ante a família.
Sem transporte
Precisando se locomover constantemente para exames e consultas, Paulo só pode ser transportado através de ambulâncias. Porém, o serviço de transporte oferecido pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia tem se mostrado ineficiente e pouco confiável, nas palavras de Simone.
“A orientação é de deixar marcado com cinco dias de antecedência, mas a gente marca, eles não aparecem. Não é como se fosse só uma chateação, porque quando eles não vêm, a gente perde uma consulta que já estava agendada, tem que remarcar, ver quando o médico pode, ver quando a ambulância pode, bagunça tudo”, disse.
Nesta última quinta-feira (28), inclusive, Simone relatou que o irmão perdeu mais uma consulta agendada devido a imprevisibilidade da ambulância. O mesmo aconteceu nos dias 3o de julho e 08 de agosto.
Ao total, das cinco vezes que o serviço foi marcado, apenas em duas ocasiões o veículo de fato compareceu.
“O que incomoda é saber que a gente está fazendo tudo do jeito certo, do jeito que nos orientam, e ainda não temos a certeza de que o serviço será sequer realizado. Ele precisa dessas consultas, ele precisa ir pro médico, não dá para abandonar a gente”, lamentou.
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Com um novo procedimento marcado já para a próxima terça-feira (02), Simone espera que, desta vez, nenhuma surpresa aconteça.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia, que informou que “demandas repentinas de emergências” podem ocasionar remarcações em compromissos agendados, como foi o caso de Paulo.
Apesar disso, pontuou que segue em contato com a família para esclarecer a situação e que o compromisso da semana que vem já está devidamente encaminhado. Confira a nota na íntegra:
Informamos que a equipe de Transporte da Saúde de Aparecida esclarece que podem acontecer, quando há demandas repentinas de emergências, remarcações com os pacientes transportados, o que aconteceu no caso relatado.
Acrescentamos que o pessoal do transporte está sempre em contato com os usuários assistidos e suas famílias e que um novo transporte do sr. Paulo já foi agendado e confirmado para a próxima semana.
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