Bebê de 1 ano morre após passar 2h em cadeirinha em creche irregular no DF

Essa foi a primeira vez que Laura Rebeca Ribeiro dos Santos foi deixada no local

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Bebê Laura Rebeca morreu enquanto estava na creche, que funcionava de forma irregular no DF.
Bebê Laura Rebeca morreu enquanto estava na creche, que funcionava de forma irregular no DF. (Foto: Reprodução/TV Record)

Uma bebê de 1 ano e 4 meses morreu ontem após ser deixada aos cuidados de uma mulher, em uma creche que funcionava em situação irregular em Ceilândia, no Distrito Federal.

Essa foi a primeira vez que Laura Rebeca Ribeiro dos Santos foi deixada na creche. A menina costumava ficar sob os cuidados da avó, mas, ontem, a mulher precisava resolver alguns assuntos pessoais e não conseguiu cuidar da neta.

Esse foi o relato passado pelos pais e que consta no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar do Distrito Federal.

Mãe da bebê recebeu recomendação da creche e deixou a filha no local. A cabeleireira Lorrany Stephane explicou que precisava trabalhar, não tinha com quem deixar a filha e lhe recomendaram a creche, com elogios pela forma como a dona cuidava das crianças. Ela pagou R$ 50 pela diária.

Polícia aguarda o resultado do laudo necroscópico para determinar a causa da morte de Laura Rebeca. A suspeita é de que a bebê morreu asfixiada, porque ela teria ficado cerca de duas horas deitada em um bebê conforto, popularmente conhecido como “cadeirinha”, e pode ter se enforcado com o cinto de segurança do equipamento. O equipamento era de uso da creche, não da família da bebê.

Dona da creche alega que a criança já chegou “sonolenta” e por isso foi colocada para dormir. À polícia, a mulher, que não teve o nome divulgado, relatou que na hora do almoço precisou sair e deixou as crianças sob os cuidados do marido.

Cuidadora contou que ao retornar foi alimentar as crianças e verificou Laura, que ainda estava dormindo. Pouco tempo depois, ela alega que encontrou a cadeirinha com a bebê caída no chão, retirou a menina do equipamento e acionou o socorro.

Polícia Militar confirmou que também foi acionada para atender a ocorrência. Porém, ainda segundo a PM, ao chegar no endereço os bombeiros já haviam constatado a morte de Laura.

Pai de Laura diz que viu marcas no pescoço da filha, que teriam sido provocadas pelo cinto da cadeirinha. “Quando cheguei lá e vi o corpinho dela, [tinham] marcas no pescoço, nariz com sangue. Muito triste ver o corpinho da minha filha saindo [sendo levado] pelo IML”, declarou Pablo Vitor em entrevista à TV Globo.

Pablo também relata negligência da dona da creche. “A cuidadora colocou ela para dormir no bebê conforto. Duas horas depois de silêncio, ela foi olhar e disse que a criança tinha sido sufocada na cadeirinha”.

Caso é investigado pela 24ª Delegacia de Polícia de Ceilândia. Em nota, a Polícia Civil informou que a morte de Laura é investigada como homicídio culposo -quando não há intenção de matar. A polícia também recolheu as câmeras de segurança do local onde a creche funcionava para ajudar a elucidar o ocorrido.

Cuidadora prestou depoimento e foi liberada. Como ela não teve o nome divulgado, não foi possível localizar sua defesa para pedir posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.

CRECHE IRREGULAR

Local onde Laura Rebeca morreu não tinha permissão para funcionar como creche. Em nota, a Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que o endereço não tinha autorização para operar como creche pública ou credenciada.

Secretaria afirmou que o caso será investigado. “Por se tratar de estabelecimento em situação irregular, comunicamos que o Conselho de Educação adotará as medidas cabíveis para a devida apuração dos fatos”, afirmou a pasta.

Polícia não informou há quanto tempo o local funcionava como creche. Também não foi divulgada qual a idade e a quantidade de crianças que ficam sob os cuidados da mulher.

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