Tarcísio viaja à Alemanha e desfalca protesto da direita em SP; Zema e Caiado participarão
Zema deve comparecer ao evento em um momento em que a zona da mata de Minas Gerais enfrenta crise devido ao impacto das chuvas

ANA LUIZA ALBUQUERQUE – O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) estará ausente do protesto da direita bolsonarista marcado para o próximo domingo (1) na avenida Paulista, em São Paulo.
Ele já terá viajado para Frankfurt, na Alemanha, onde comparecerá ao evento Intercontinental Dialogues. Está prevista sua participação em um painel sobre o setor de logística e transporte na terça-feira (3).
Os governadores e presidenciáveis Romeu Zema (partido Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) devem estar na manifestação.
O chefe do Executivo mineiro deve comparecer ao evento em um momento em que a zona da mata de Minas Gerais enfrenta uma crise devido ao impacto das chuvas.
Zema tem sido criticado por setores da oposição estadual por confirmar presença no ato em São Paulo enquanto as cidades ainda contabilizam as mortes, cujos registros chegaram a 68 na manhã desta sexta-feira (27).
Pré-candidato à Presidência, Zema ampliou as viagens feitas a outros estados desde o ano passado. Ele deve deixar o comando da gestão mineira no próximo mês para o vice, Mateus Simões (PSD). Procurada pela Folha, a secretaria de comunicação do governo afirmou que, seguindo a legislação, responde por assuntos relacionados ao governador apenas enquanto chefe do Poder Executivo.
O ato no domingo foi anunciado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL) há duas semanas, sob o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”.
Na ocasião, o anúncio expôs um atrito entre o congressista e uma ala da direita bolsonarista que avalia não ser estratégico no momento tratar do impeachment do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal). Para esse grupo, o foco deveria ser a anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro e a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desde o ano passado, se tornaram constantes reclamações de que Nikolas supostamente estaria tentando se descolar de Bolsonaro e privilegiar o próprio engajamento e crescimento político.
Aliados do deputado, por outro lado, falam em “dor de cotovelo” e disputa por protagonismo.







