Brasileiro é preso suspeito de furtar US$ 2,6 mi em criptomoedas de corretora dos EUA

Investigações começaram há cerca de um ano, após informações repassadas por uma agência norte-americana

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Brasileiro é preso suspeito de furtar US$ 2,6 mi em criptomoedas de corretora dos EUA
Imagem ilustrativa de agente da Polícia Federal (PF). (Foto: Divulgação)

ANA PAULA BRANCO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta terça-feira (3) a Operação Decrypted 2 e prendeu preventivamente um brasileiro suspeito de integrar uma associação criminosa envolvida em fraudes eletrônicas contra carteiras de criptoativos e em lavagem de dinheiro com ramificações no exterior.

Segundo a PF, o grupo é investigado pelo furto de aproximadamente US$ 2,6 milhões (cerca de R$ 13,4 milhões, na cotação de hoje) em criptomoedas, retirados de carteiras mantidas em uma exchange (corretora de ativos digitais) sediada nos Estados Unidos.

O nome do suspeito detido não foi divulgado.

As investigações começaram há cerca de um ano, após informações repassadas por uma agência norte-americana. Ao longo da apuração, os investigadores identificaram pessoas localizadas no Brasil, especialmente no Maranhão, supostamente vinculadas à invasão das carteiras digitais e à posterior movimentação dos valores.

A operação desta terça cumpre um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão em Imperatriz (MA), além de determinar o sequestro de bens dos investigados.

De acordo com a PF, foi constatada movimentação financeira incompatível com a capacidade econômica dos principais suspeitos. Eles teriam recebido valores elevados de provedoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs), sem justificativa comercial ou de negócios aparente.

A corporação afirma ainda que, mesmo após o cumprimento de mandados na primeira fase da investigação, as transferências de altos valores em criptoativos continuaram, o que embasou o pedido de prisão preventiva de um dos investigados por risco de reiteração criminosa.

Os investigados poderão responder por furto qualificado mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A operação é desdobramento de uma primeira fase que buscou identificar o caminho dos recursos e bloquear ativos. Segundo a PF, a nova etapa pretende aprofundar a desarticulação da rede e rastrear valores ainda não recuperados.

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