País procura voluntários para viver experiência nos Alpes, com pagamento em euros

Projeto científico oferece estadia gratuita nos Alpes italianos para estudar efeitos da altitude no corpo humano em condições reais

Gabriel Dias Gabriel Dias -
País procura voluntários para viver experiência nos Alpes, com pagamento em euros
(Foto: Reprodução/Unsplash)

Viver nos Alpes italianos parece um sonho — e, em 2024, esse cenário se transformou em um verdadeiro experimento científico para um grupo seleto de voluntários.

A iniciativa internacional investigou os efeitos da vida em altitude moderada, oferecendo todas as despesas pagas e ainda uma compensação financeira aos participantes.

O estudo, chamado MAHE, foi liderado pela Eurac Research e realizado no Parque Nacional Stelvio, no Tirol do Sul, na Itália.

Ao todo, 12 pessoas foram escolhidas para integrar a pesquisa, que hoje já compõe a literatura médica sobre o tema.

A proposta buscou entender como o corpo humano reage a altitudes intermediárias, entre 2.000 e 2.500 metros — uma faixa até então pouco explorada pela ciência, que costuma focar em regiões extremas, como o Himalaia.

Durante o período de imersão, os pesquisadores acompanharam de perto diversos indicadores de saúde, como pressão arterial, metabolismo e qualidade do sono.

A ideia foi observar mudanças reais no organismo, sem interferir no estilo de vida dos participantes, preenchendo lacunas deixadas por estudos anteriores voltados principalmente ao alto rendimento esportivo.

A experiência aconteceu no refúgio Nino Corsi (Zufallhütte), cercado por paisagens montanhosas impressionantes. Apesar do ambiente privilegiado, não se tratava de turismo.

Os voluntários mantiveram suas rotinas normais, incluindo trabalho e estudos remotos, enquanto passavam por exames médicos frequentes ao longo de um mês. Isso permitiu aos cientistas analisar, em tempo real, os efeitos da menor pressão atmosférica no cotidiano.

Para participar, era necessário ter entre 18 e 40 anos, viver ao nível do mar, não ser fumante nem atleta de alto rendimento e não possuir condições de saúde pré-existentes.

Em troca, os selecionados tiveram hospedagem e alimentação totalmente custeadas, além de receberem uma ajuda de custo de 400 euros ao final do estudo.

Hoje, os dados coletados pelo projeto MAHE ajudam a ampliar o entendimento sobre como fatores ambientais influenciam a saúde e a longevidade, contribuindo para que médicos façam recomendações mais precisas, tanto para turistas quanto para moradores de regiões de altitude.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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