Banco Central faz alerta sobre moeda de 50 centavos com erro raro que pode valer muito dinheiro e você pode ter na sua carteira

BC orienta circulação de moedas esquecidas, enquanto peça de 50 centavos de 2002 chama atenção no mercado colecionador

Gustavo de Souza -
moeda
(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Antes de passar adiante aquela moeda esquecida na carteira, vale observar melhor o troco. Um detalhe quase imperceptível em uma peça de 50 centavos de 2002 pode transformar o valor comum em interesse de colecionadores.

O Banco Central orienta que moedas paradas em gavetas, cofrinhos e bolsas voltem a circular. Segundo o órgão, o chamado entesouramento dificulta a oferta de troco no comércio e pode exigir a produção de novas moedas.

Mas, antes de atender ao pedido, há um cuidado extra: algumas peças podem ter valor para a numismática, área dedicada ao estudo e colecionismo de moedas, cédulas e medalhas.

Erro raro chama atenção de colecionadores

A moeda de 50 centavos de 2002 integra a segunda família do Real e traz a efígie do Barão do Rio Branco. O exemplar comum segue valendo R$ 0,50, mas uma falha específica de cunhagem pode aumentar o interesse de compradores.

O erro é conhecido como reverso horizontal. Ele ocorre quando, ao virar a moeda, o lado oposto aparece inclinado, como se estivesse “deitado”, em vez de alinhado corretamente.

Imagem mostra o erro de uma cunhagem de 2002 da moeda de 50 centavos (Imagem: Captura de Tela/YouTube – Colecionadores de Moedas e Cédulas)

Para fazer o teste, segure a moeda com o rosto do Barão do Rio Branco em pé. Depois, gire a peça de baixo para cima. Se o número 50 surgir inclinado, pode haver uma falha de reverso.

Valor depende de avaliação especializada

No mercado colecionador, exemplares com esse tipo de erro podem aparecer anunciados por valores bem acima do facial, chegando à casa dos R$ 200 em alguns casos. O preço, porém, depende do estado de conservação, da nitidez da falha e da demanda entre compradores.

É importante destacar que o Banco Central e a Casa da Moeda não definem preço de moeda rara. A própria Casa da Moeda informa que não compra, troca ou avalia moedas antigas ou comemorativas, recomendando a consulta a comerciantes numismáticos.

Quem encontrar uma peça suspeita deve evitar limpeza, produtos químicos ou polimento. O ideal é guardar a moeda em local seco, fotografar frente e verso com boa iluminação e buscar avaliação com especialistas.

Assim, a orientação para fazer moedas circularem continua válida. No entanto, antes de entregar aquela peça de 2002 no comércio, uma rápida conferida pode revelar um pequeno tesouro escondido no bolso.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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