Diretora chama PM após relato de que aluna estava “endemoniada” e “levitando” em colégio de Goiânia
Adolescente teria afirmado que estava sob influência de “espíritos”, ouvindo vozes e tendo reações inconscientes

Uma ocorrência inusitada chamou a atenção na manhã desta quinta-feira (07), no Colégio Estadual Colemar Natal e Silva, localizado no Setor Aeroporto, em Goiânia. Isso porque a diretora da unidade ligou para a Polícia Militar (PM) afirmando que uma aluna estaria “possuída” no local.
Conforme apurado pelo Portal 6, a gestora teria relatado que a adolescente foi trancada em uma sala de aula após tentar agredir outros alunos. Além disso, também foi informado que a jovem estaria “endemoniada” e “levitando” dentro da sala.
Ao chegar ao local, os policiais encontraram a estudante em estado de surto, rolando no chão e gritando. Porém, cerca de 10 minutos depois, recuperou a consciência e saiu do estado de agitação.
Em depoimento, a jovem afirmou que estava sob influência de “espíritos”, ouvindo vozes e tendo reações inconscientes.
Ela também relatou que episódios semelhantes já teriam ocorrido outras vezes, tanto com ela quanto com sua mãe, e que ambas realizam tratamento espiritual.
Por fim, a mãe da adolescente foi acionada para buscá-la ao final das aulas. Como ninguém ficou ferido após o ocorrido, a situação foi resolvida ali mesmo.
A reportagem ligou para o Colégio Estadual Colemar Natal e Silva, para apurar a informação. Porém, a direção da unidade informou que não comentaria o caso, por envolver uma estudante menor de idade.
Com a palavra, a Secretaria de Estado de Educação de Goiás (Seduc):
“Em atenção à solicitação de informações sobre ocorrência envolvendo uma estudante do Colégio Estadual Colemar Natal e Silva, em Goiânia, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc/GO) esclarece:
Na manhã desta quinta-feira, a estudante chamou a atenção da equipe gestora por apresentar sinais aparentes de surto psicótico. Diante da situação, a equipe realizou o acolhimento inicial e acionou imediatamente os familiares, além do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Após a negativa de atendimento por parte do Samu, a Polícia Militar foi acionada para prestar apoio à ocorrência e, caso necessário, auxiliar no transporte da estudante até uma unidade de saúde mais próxima.
Minutos após os acionamentos, os familiares chegaram à unidade escolar e a estudante apresentou melhora no quadro de agitação. A família informou que a levaria para casa e buscaria compreender o que havia provocado o episódio.
Esta foi a primeira vez que a estudante apresentou esse tipo de comportamento dentro da unidade escolar, e todos os protocolos de atendimento e acolhimento foram executados pela equipe gestora.
A Seduc/GO informa ainda que, por meio do programa Ouvir e Acolher, disponibiliza acompanhamento e encaminhamento especializado à estudante, caso a família considere necessário.”
*Matéria atualizada às 15h54
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