Como se chama o cheiro de livros novos e por que tantas pessoas adoram senti-lo, segundo especialistas
Aroma familiar para muitos leitores envolve sensações, lembranças e uma explicação curiosa ligada à forma como os livros são produzidos

Abrir um livro novo pode parecer um gesto simples, mas, para muita gente, existe um pequeno ritual envolvido nesse momento. Antes mesmo da primeira página ser lida, vem o toque da capa, o som das folhas ainda firmes e, principalmente, aquele cheiro marcante que parece sair direto das páginas.
Há quem associe esse aroma às livrarias, às bibliotecas, ao início das aulas, a presentes especiais ou até a períodos tranquilos da vida.
Para alguns leitores, sentir o cheiro de um livro novo é quase tão prazeroso quanto começar a história que está ali dentro.
O que poucos sabem é que essa sensação tem um nome: biblioosmia.
O termo é usado para descrever o cheiro característico dos livros, sejam eles novos ou antigos.
No caso dos exemplares recém-saídos da gráfica, o aroma está ligado aos materiais usados na fabricação.
Papel, tinta, cola, vernizes e acabamentos liberam compostos que se misturam e formam aquele cheiro tão reconhecível.
Por isso, nem todos os livros têm exatamente o mesmo aroma.
O tipo de papel, a qualidade da impressão, o material da capa e até o processo de armazenamento podem influenciar na intensidade do cheiro.
Especialistas explicam que o fascínio por esse aroma também tem relação com a memória afetiva.
O olfato é um dos sentidos mais ligados às lembranças e às emoções. Por isso, um cheiro específico pode transportar uma pessoa rapidamente para uma fase da vida, um lugar ou uma experiência marcante.
É por esse motivo que o cheiro de livro novo pode despertar conforto, nostalgia e prazer.
Ele não representa apenas um objeto físico, mas também a expectativa de uma descoberta, de um aprendizado ou de uma história prestes a começar.
Com os livros antigos, o processo é diferente.
Com o passar do tempo, o papel envelhece e libera outros compostos, criando um aroma mais adocicado, seco ou amadeirado, também muito apreciado por leitores.
No fim, a biblioosmia mostra que a relação com os livros vai muito além da leitura. Às vezes, antes mesmo das palavras, é o cheiro das páginas que cria a primeira conexão.
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