A proposta feita pelo setor de supermercados para aderir ao fim da escala 6×1
Debate sobre jornada no varejo alimentar ganha novo capítulo em meio à pressão por dois dias de descanso e à busca por alternativas no setor

A discussão sobre a escala 6×1 deixou de ser apenas uma pauta do Congresso e passou a ocupar também o centro das negociações do varejo alimentar. Em um setor que depende de funcionamento contínuo, atendimento aos fins de semana e equipes em diferentes turnos, a mudança é tratada como bastante cautela.
Foi nesse contexto que o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), João Galassi, levou ao debate uma proposta de transição para que o segmento avance rumo ao modelo 5×2.
O setor defende que a mudança ocorra de forma gradual, em um prazo de até dez anos. A principal questão é sobre a carga horária, com Galassi defendendo a manutenção das 44 horas semanais, modelo previsto pela Constituição, e rejeita uma redução simultânea da jornada.
- Arquiteto colocou 7 mil copos de barro no teto de casa, transformando a cobertura em ar-condicionado natural que deixa a casa 5 °C mais fresca
- Provérbio chinês do dia: “Quando os tempos difíceis atingem o seu auge, a felicidade chega logo depois”
- Dois irmãos constroem à mão casa de bambu e terra simples e leve no interior do Brasil e revelam o segredo da bioconstrução
Na prática, a proposta dos supermercados não rejeita o fim da escala 6×1, mas tenta condicionar a transição a um prazo excessivamente longo, à manutenção da carga horária e à redução de custos operacionais.
A fala ocorreu durante a abertura da APAS Show, em São Paulo, evento promovido pela Associação Paulista de Supermercados. A proposta surge em um momento em que a Câmara dos Deputados discute alternativas para acabar com a escala 6×1 e ampliar os dias de descanso do trabalhador.
No Congresso, o debate caminha em direção a uma jornada menor. Um acordo anunciado pela Câmara prevê redução de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem diminuição salarial, além do fortalecimento das convenções coletivas.
Para os supermercados, no entanto, a adaptação exige cuidado. A ABRAS aponta que o setor movimentou R$ 1,067 trilhão em 2024, o equivalente a 9,12% do PIB nacional, e argumenta que mudanças bruscas podem pressionar custos, escalas e lojas menores.
Galassi também defendeu alterações no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), especialmente para ampliar a interoperabilidade entre bandeiras e reduzir taxas cobradas nas operações. O tema já é alvo de mudanças do governo federal, que prevê abertura gradual do sistema e interoperabilidade plena até novembro de 2026.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








