Advogado explica: brasileiros com dívidas há mais de 5 anos não podem mais ser cobrados judicialmente e nome deve sair da lista de inadimplentes

Especialista esclarece o que muda após prazo legal e quais cobranças continuam proibidas pelas empresas

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Advogada explica: como deixar de pagar uma dívida pode ser mais inteligente do que pagar a dívida inteira
(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

Muita gente acredita que uma dívida desaparece completamente depois de cinco anos. No entanto, especialistas alertam que a situação funciona de maneira diferente na prática.

Segundo o advogado Leonardo Sousa, do perfil @ls.advogado, após esse período o consumidor deixa de ter o nome negativado nos órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa.

Além disso, empresas também perdem o direito de cobrar judicialmente a maioria das dívidas prescritas.

Nome deve sair do SPC e Serasa

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, registros negativos não podem permanecer ativos por mais de cinco anos nos cadastros de inadimplentes.

Ou seja, após esse prazo:

  • o nome deve sair automaticamente do SPC e Serasa;
  • a dívida deixa de aparecer nos registros públicos de inadimplência;
  • empresas não podem manter negativação ativa além do período legal.

Enquanto isso, especialistas explicam que a dívida continua existindo internamente nos sistemas da empresa credora.

Por isso, o consumidor ainda pode receber tentativas de negociação amigável, desde que não exista constrangimento ou abuso.

Cobranças abusivas continuam proibidas

Mesmo após os cinco anos, empresas não podem fazer ameaças, expor o consumidor ou realizar cobranças vexatórias.

Além disso, o Código de Defesa do Consumidor proíbe divulgação pública da dívida ou insistência excessiva nas cobranças.

Segundo especialistas, caso o nome continue negativado após o prazo legal, o consumidor poderá procurar diretamente os órgãos de proteção ao crédito, o Procon ou até mesmo a Justiça.

Enquanto isso, advogados também alertam que a manutenção indevida do nome pode gerar direito à indenização em alguns casos.

Por fim, especialistas recomendam acompanhar regularmente a situação do CPF e buscar orientação jurídica antes de negociar dívidas antigas.

 

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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