Ignorado nas feiras, esse vegetal é poderoso e pode trazer novos sabores para a sua mesa
Hortaliça de origem africana, este vegetal é barato, nutritivo e pode ganhar espaço em pratos simples, criativos e cheios de sabor

Nas bancas das feiras, ele costuma ficar em segundo plano. Pequeno, verde e com aparência espinhosa, este vegetal ainda é pouco lembrado por muitos consumidores, embora carregue história, valor nutricional e versatilidade na cozinha.
De origem africana, o Maxixe se adaptou bem ao Brasil e ganhou força especialmente na culinária nordestina. Segundo a Embrapa, ele pertence à família das cucurbitáceas, a mesma de alimentos como pepino, abóbora, melão e melancia.
Além do sabor levemente ácido, o maxixe se destaca por ter poucas calorias e fornecer sais minerais, principalmente zinco. Outra publicação da Embrapa também aponta a hortaliça como fonte de fibras, vitaminas e minerais, características que favorecem o consumo dentro de uma alimentação mais variada.
O Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, recomenda que alimentos in natura ou minimamente processados sejam a base da alimentação. Nesse contexto, o maxixe aparece como uma opção simples, acessível e capaz de ampliar o repertório de quem deseja fugir do cardápio repetitivo.
Na hora da compra, a orientação é escolher frutos firmes, verdes e com cor uniforme. Os amarelados devem ser evitados, pois tendem a ficar mais fibrosos e com sementes endurecidas.
O preparo é mais fácil do que parece. A casca pode ser apenas raspada levemente com uma faca ou escovinha, sem necessidade de retirar demais do alimento. Depois, o maxixe pode ir para refogados, ensopados, saladas cozidas, farofas ou até acompanhar carnes e feijão.
Uma forma prática é refogá-lo com azeite, alho, cebola, sal, pimenta e cheiro-verde. Com poucos minutos de cozimento, ele fica macio, mantém parte da textura e revela um sabor capaz de surpreender quem sempre passou por ele sem dar atenção.
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