Essa é a cidade que foi considerada a pior para se viver no Brasil, segundo ranking de qualidade de vida
Novo estudo nacional revela dados impactantes sobre desenvolvimento em comunidade isolada

Atualmente, os viajantes ávidos buscam destinos exuberantes e isolados geograficamente para explorar belezas naturais intocadas em territórios distantes do país.
Esse desejo impulsiona o turismo em áreas rústicas, porém esbarra rotineiramente em realidades socioeconômicas complexas enfrentadas pelas populações nativas.
Consequentemente, o contraste entre cenários fascinantes e a infraestrutura precária ganha contornos evidentes nas discussões sobre desenvolvimento regional contemporâneo.
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O município de Uiramutã, localizado no extremo norte de Roraima, recebeu o título de pior cidade para morar no Brasil.
A constatação baseia-se no renomado relatório do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), que avaliou os 5.570 municípios nacionais.
A localidade registrou apenas 42,44 pontos devido a falhas graves no fornecimento de serviços básicos e direitos fundamentais.
Isolamento na fronteira e os critérios do ranking
A região destaca-se por fazer fronteira com a Venezuela e com a Guiana, abrigando cerca de 15,5 mil habitantes.
De acordo com o Censo do IBGE, a população autodeclarada indígena representa impressionantes 96,6% do total de moradores locais.
Infelizmente, o difícil acesso por estradas de terra aliado às constantes cheias dos rios sazonais agravam o isolamento da comunidade.
Os pesquisadores do instituto consideram 57 indicadores sociais e ambientais divididos em três dimensões principais para nortear o estudo anual.
O segmento de oportunidades obteve o pior desempenho geral, evidenciando o abismo socioeconômico persistente nas comunidades da Amazônia Legal.
Por fim, as deficiências estruturais em segurança e saúde sobrepõem-se ao potencial turístico proporcionado pelas proximidades do exuberante Monte Roraima.
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