Ex-gerente de banco ensina a forma correta de pagar a fatura do cartão quando o dinheiro está curto

Quando a fatura do cartão pesa no orçamento, entender juros, parcelamento e valor total da dívida pode evitar uma decisão mais cara

Gustavo de Souza -
Ex-gerente de banco ensina a forma correta de pagar a fatura do cartão quando o dinheiro está curto
(Foto: Reprodução/ Agência Brasil)

A chegada da fatura do cartão de crédito costuma ser um dos momentos mais delicados para quem já está com o orçamento comprometido. Quando o valor não cabe no bolso, a saída mais rápida oferecida pelo aplicativo do banco nem sempre é a mais vantajosa.

Foi esse alerta que ganhou espaço nas redes sociais após uma mulher que se apresenta como ex-gerente de banco explicar o que o consumidor deve observar antes de decidir como pagar a conta. A orientação chama atenção justamente por tratar de uma dúvida comum: o que fazer quando não há dinheiro suficiente para quitar tudo?

O primeiro ponto é evitar decisões automáticas. Pagar apenas o valor mínimo pode parecer uma forma de ganhar tempo, mas aciona o crédito rotativo sobre o restante da fatura, uma das modalidades com juros mais altos do mercado.

Segundo o Banco Central, o rotativo ocorre quando o cliente não paga o valor integral da fatura até o vencimento. Na prática, o saldo que ficou em aberto passa a ser financiado pela instituição financeira, com cobrança de juros e encargos.

Por isso, especialistas recomendam que o consumidor pague o maior valor possível dentro da própria realidade financeira. Quanto menor for o saldo restante, menor tende a ser a base sobre a qual os juros serão aplicados.

O parcelamento da fatura também exige cautela. Apesar de reduzir o impacto imediato no bolso, ele pode alongar a dívida e elevar o custo total. Antes de aceitar qualquer proposta, é importante comparar a taxa de juros, o número de parcelas e o Custo Efetivo Total (CET).

Desde janeiro de 2024, juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura do cartão passaram a ter limite para novas operações. Mesmo assim, a regra não torna essas modalidades baratas; apenas impede que a dívida cresça sem teto.

A forma mais segura, portanto, é não olhar apenas para o valor da parcela. O consumidor deve verificar quanto pagará no total, suspender novos gastos no cartão e, se necessário, negociar diretamente com o banco.

Veja abaixo as orientações da ex-gerente de banco Andréa Moura:

 

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Um post compartilhado por Andréa Moura I Especialista em Dívidas Bancárias (@andreaeconomista)

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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