Afonso Alex, frentista há 20 anos: “Muita gente põe gasolina aditivada achando que rende mais, mas nem sempre compensa”

Especialista explica que o combustível aditivado ajuda na limpeza do sistema, mas não garante automaticamente maior autonomia no veículo

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Um dos maiores postos de gasolina do mundo está sendo construído e terá tamanho equivalente a 14 campos de futebol, com shopping e restaurantes
(Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Na hora de abastecer, muitos motoristas ficam em dúvida entre gasolina comum e gasolina aditivada. A promessa de melhor desempenho chama atenção, mas nem sempre o custo extra compensa para todos os carros.

Segundo Afonso Alex, frentista há 20 anos, muita gente escolhe a gasolina aditivada acreditando que o veículo vai rodar mais quilômetros com a mesma quantidade de combustível.

No entanto, a principal diferença está nos aditivos detergentes e dispersantes, que ajudam a manter limpos bicos injetores, válvulas e outras partes do sistema de alimentação.

Gasolina aditivada não é milagre

Afonso explica que a gasolina aditivada pode ser útil para reduzir a formação de resíduos no motor.

Com o uso contínuo, ela ajuda a preservar a limpeza do sistema e pode contribuir para um funcionamento mais regular do veículo.

Porém, isso não significa que o carro vá consumir menos combustível imediatamente após o abastecimento.

O rendimento depende de vários fatores, como manutenção, calibragem dos pneus, peso no veículo, trânsito, estilo de direção e condição do motor.

Quando pode valer a pena

Para carros que circulam muito na cidade, enfrentam trânsito pesado ou ficam longos períodos em baixa velocidade, a gasolina aditivada pode ajudar na prevenção de depósitos internos.

Além disso, motoristas que usam sempre combustível comum podem alternar com aditivada, desde que sigam as recomendações do manual do veículo.

Ainda assim, se o carro já está com falhas, consumo alto ou perda de potência, apenas trocar o combustível não resolve o problema. Nesse caso, o ideal é procurar uma oficina de confiança.

Preço deve entrar na conta

Segundo o frentista, a melhor escolha também depende da diferença de preço na bomba.

Se a gasolina aditivada estiver muito mais cara, o motorista precisa avaliar se o benefício de limpeza compensa no orçamento.

Para muitos condutores, abastecer em posto confiável, manter as revisões em dia e dirigir de forma econômica faz mais diferença do que escolher o combustível mais caro.

No fim, a gasolina aditivada pode ser uma boa aliada, mas não deve ser vista como garantia automática de economia.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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