Quantos ovos uma pessoa pode comer por dia, segundo profissionais da saúde

Apesar de nutritivo, o ovo exige moderação; recomendação muda conforme saúde, colesterol, idade e modo de preparo no dia a dia

Gustavo de Souza -
Quantos ovos uma pessoa pode comer por dia, segundo profissionais da saúde
(Foto: Ilustração/Mads Eneqvist/Unsplash)

Muita gente encara o ovo como vilão do colesterol. Outros, como solução rápida para ganhar proteína no café da manhã, almoço ou jantar. Entre uma fama e outra, profissionais de saúde costumam apontar um caminho mais simples: quantidade importa, mas contexto pesa ainda mais.

A recomendação mais usada para adultos saudáveis é de até um ovo inteiro por dia, dentro de uma alimentação equilibrada. Em pessoas idosas com colesterol controlado, alguns protocolos admitem até dois ovos ao dia, considerando o valor nutricional e a praticidade do alimento.

O que muda a recomendação

O ovo reúne proteína de boa qualidade, vitaminas, minerais e colina, nutriente importante para funções do organismo. O ponto de atenção está na gema, que concentra colesterol, embora o impacto no sangue varie de pessoa para pessoa.

Por isso, quem tem LDL alto, diabetes, doença cardiovascular, obesidade ou histórico familiar de colesterol elevado deve individualizar o consumo com médico ou nutricionista.

Nesses casos, não basta contar ovos: é preciso olhar exames, rotina, peso, medicamentos e o restante do prato.

Preparo também pesa

O modo de preparo pode transformar a refeição. Ovo cozido, pochê ou mexido com pouco óleo tende a ser uma escolha mais adequada do que frituras com manteiga, bacon, embutidos ou queijos gordurosos.

Na prática, o ovo pode entrar na alimentação diária, desde que não substitua a variedade. Legumes, verduras, frutas, feijões, grãos integrais e outras proteínas continuam sendo parte essencial de uma dieta saudável.

A resposta, portanto, não é igual para todo mundo. Para a maioria dos adultos saudáveis, um ovo por dia é um limite seguro e razoável. Para quem tem fatores de risco, a melhor medida é conversar com um profissional antes de transformar o hábito em regra.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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