Assaí, Carrefour, Pão de Açúcar e outros supermercados vão ter que seguir novas regras

Mudanças no varejo prometem exigir mais atenção de consumidores e supermercados, com impacto direto na rotina de compras em todo o país

Gustavo de Souza -
Assaí, Carrefour, Pão de Açúcar e outros supermercados vão ter que seguir novas regras
(Foto: Ilustração/Arquivo/Agência Brasil)

Fazer compras em grandes redes de supermercados e atacarejos deve exigir mais atenção dos consumidores nos próximos meses.

Marcas como Assaí, Carrefour, Pão de Açúcar, Atacadão e outras empresas do setor passam a operar em um ambiente de fiscalização mais rigoroso sobre preços, promoções e condições de venda.

Apesar do impacto direto no varejo, boa parte das exigências não surgiu agora. Elas já estão previstas no Código de Defesa do Consumidor e em normas federais sobre afixação de preços, mas ganharam novo peso diante de ações mais frequentes de órgãos de defesa do consumidor.

Transparência ganha relevância

Na prática, os estabelecimentos precisam garantir que o cliente consiga entender o valor real do produto antes de chegar ao caixa.

Isso inclui preços visíveis, informações legíveis, regras claras para promoções e indicação correta de condições como limite por cliente, cadastro em aplicativo ou quantidade mínima para desconto.

A atenção deve ser ainda maior nos atacarejos, onde um mesmo item pode ter valores diferentes conforme o volume comprado. Quando a oferta depender de quantidade mínima, essa condição precisa estar destacada para evitar confusão.

Outro ponto sensível é a divergência entre o preço da gôndola e o registrado no caixa. Nesses casos, a legislação determina que o consumidor tem direito ao menor valor informado.

Vale-alimentação no radar

Além das regras de transparência nas lojas, o setor também será impactado por mudanças no vale-alimentação e no vale-refeição.

As novas normas do Programa de Alimentação do Trabalhador limitam taxas cobradas de estabelecimentos, reduzem prazos de repasse e ampliam a interoperabilidade dos cartões.

Para o consumidor, a recomendação é conferir etiquetas, guardar comprovantes e registrar reclamação no Procon ou no Consumidor.gov.br em caso de cobrança indevida.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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