Pare de jogar a bolinha para eles pegarem: como aumentar o vínculo com cães e gatos, segundo veterinários

Pequenas mudanças na forma de interagir com o pet podem transformar a relação, fortalecer a confiança e trazer benefícios duradouros para a saúde emocional do animal

Daniella Bruno -
Pare de jogar a bolinha para eles pegarem: como aumentar o vínculo com cães e gatos, segundo veterinários
(Foto: Reprodução)

Ter um animal de estimação vai muito além de oferecer alimento, água e passeios diários.

Embora esses cuidados sejam essenciais, especialistas afirmam que a qualidade da interação entre tutor e pet influencia diretamente a confiança, o bem-estar e até o comportamento do animal ao longo da vida.

Além disso, muitos hábitos considerados comuns acabam sendo repetidos de forma automática, sem que o tutor perceba seu verdadeiro impacto.

Nesse contexto, pesquisadores decidiram investigar quais tipos de brincadeiras realmente fortalecem a relação entre humanos e cães, chegando a uma conclusão que desafia uma prática bastante popular.

Estudo revela quais brincadeiras fortalecem a relação

Pesquisadores da Universidade de Linköping acompanharam quase 3 mil duplas de tutores e cães durante quatro semanas.

Enquanto um grupo manteve a rotina habitual, outro intensificou os treinos de adestramento tradicional. Já o terceiro passou a dedicar apenas alguns minutos extras por dia a brincadeiras interativas.

Ao final do estudo, somente os animais que participaram de atividades cooperativas demonstraram mudanças significativas. Eles passaram a buscar mais contato com seus tutores, demonstraram maior entusiasmo nas interações diárias e, frequentemente, iniciaram as brincadeiras por conta própria.

Segundo os pesquisadores, simplesmente arremessar uma bolinha para o cachorro buscar oferece pouca cooperação entre tutor e animal. Como consequência, a atividade se torna repetitiva e gera pouco envolvimento emocional.

Brincadeiras que estimulam parceria

Em vez de apostar apenas em jogos mecânicos, os especialistas recomendam atividades que incentivem o trabalho em equipe e o contato próximo, como:

  • Cabo de guerra;
  • Esconde-esconde;
  • Desafios de velocidade para alcançar um brinquedo;
  • Jogos que estimulem a tomada de decisões e a cooperação.

Benefícios aparecem desde a fase de filhote

Os pesquisadores também destacam que a interação participativa exerce papel ainda mais importante durante a infância do cão. Nessa fase, o animal desenvolve habilidades sociais, aprende a interpretar os sinais do tutor e constrói relações de confiança.

Por outro lado, quando predominam apenas brincadeiras distantes ou repetitivas, o filhote recebe menos estímulos para desenvolver sua inteligência social.

Como resultado, ele pode perder oportunidades importantes para fortalecer sua segurança emocional e compreender melhor os limites durante a convivência.

Dessa forma, o estudo reforça que criar um relacionamento mais forte com o pet não exige brinquedos caros nem grandes investimentos.

Em vez disso, basta transformar momentos simples em experiências compartilhadas, nas quais tutor e animal participem ativamente da brincadeira.

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Daniella Bruno

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO do Portal 6, em Goiânia. Atua na produção e otimização de conteúdos digitais, com foco em matérias soft sobre comportamento, curiosidades e temas do cotidiano.

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