Imagens mostram encontro da Via Láctea com as famosas Chaminés de Fada de Goiás
Paisagem localizada no Nordeste goiano tem sido comparada a cenários de ficção científica

Um dos cenários naturais mais impressionantes de Goiás voltou a chamar atenção nas redes sociais após registros mostrarem a Via Láctea iluminando as famosas Chaminés de Fada de Campos Belos, no Nordeste do estado.
As imagens foram registradas pelos fotógrafos André Dib e Guilherme Motta e revelam o contraste entre o brilho da galáxia e as formações rochosas esculpidas pela natureza ao longo de milhares de anos. O resultado é uma paisagem que muitos internautas descreveram como digna de um filme de ficção científica.
Conhecida popularmente como Vale de Marte, a região abriga o primeiro grande conjunto de “chaminés de fada” identificado no Brasil.
As estruturas geológicas foram descobertas por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) e se tornaram um dos fenômenos naturais mais curiosos do Cerrado brasileiro.
Ao compartilhar os registros nas redes sociais, André Dib destacou a singularidade do local. “Próximo à tríplice fronteira dos estados de Goiás, Tocantins e Bahia, a noite revela uma das paisagens geológicas mais raras do Brasil”, escreveu.
Além da beleza das formações rochosas, o período do ano também contribui para os registros impressionantes. De acordo com o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do projeto Exoss e membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), em entrevista ao G1, os meses entre maio e agosto são os mais favoráveis para observar a Via Láctea.
Segundo ele, durante o inverno, o centro da galáxia fica mais alto no céu, proporcionando uma visualização privilegiada, principalmente em locais afastados da iluminação urbana.
Outro fator que favorece a observação é a baixa poluição luminosa da região. Por estar distante dos grandes centros urbanos, o Vale de Marte oferece condições ideais para contemplação do céu noturno e para a prática da astrofotografia.
As chamadas Chaminés de Fada são formações criadas por um processo geológico conhecido como erosão diferencial. Uma camada de rocha mais resistente funciona como uma espécie de “chapéu”, protegendo parcialmente o material mais frágil abaixo dela, que é desgastado ao longo dos séculos pela ação do vento e da chuva.
Confira o registro:
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