Aos 14 anos, brasileiro cria bomba d’água que funciona sem eletricidade nem combustível usando garrafas PET e canos de PVC
Projeto desenvolvido por adolescente pernambucano utiliza vento e materiais recicláveis para facilitar o acesso à água em regiões isoladas

Uma solução simples para um problema histórico colocou um estudante brasileiro em destaque dentro e fora do país. Aos 14 anos, o pernambucano Lucas Figueiredo Medeiros desenvolveu uma bomba d’água movida a vento que dispensa eletricidade e combustíveis para captar água em áreas com pouca infraestrutura.
O equipamento foi criado pensando na realidade de comunidades do semiárido, onde muitas famílias ainda enfrentam dificuldades para acessar água diariamente. Além de funcionar apenas com a força do vento, o protótipo utiliza materiais reaproveitados, como garrafas PET, tubos de PVC e peças metálicas retiradas de equipamentos antigos.
A proposta alia baixo custo, sustentabilidade e facilidade de manutenção, tornando a tecnologia acessível para regiões rurais.
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Como funciona
A bomba utiliza um sistema totalmente mecânico. As hélices giram com a ação do vento e transmitem o movimento para um eixo que aciona o mecanismo responsável por puxar a água até a superfície.
Como não depende da rede elétrica nem de combustíveis, o equipamento pode operar em locais isolados, reduzindo custos e ampliando as possibilidades de abastecimento.
Outro diferencial é a simplicidade da estrutura. O projeto foi pensado para permitir que moradores realizem pequenos reparos utilizando materiais encontrados com facilidade, diminuindo a necessidade de assistência técnica especializada.
Reconhecimento internacional
Inicialmente idealizada para atender comunidades do semiárido nordestino, a tecnologia despertou interesse por seu potencial de aplicação em outras regiões que enfrentam problemas semelhantes de abastecimento.
O projeto foi apresentado em feiras científicas e rendeu reconhecimento ao jovem inventor. Em 2025, Lucas representou o Brasil em um evento internacional realizado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, onde recebeu um prêmio voltado a iniciativas que unem inovação, energia limpa e impacto social.
A trajetória do estudante mostra como soluções de baixo custo podem contribuir para enfrentar desafios históricos relacionados ao acesso à água, ao mesmo tempo em que incentivam o uso de fontes renováveis e o reaproveitamento de materiais.
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