Estudantes brasileiros de escola pública superam alunos de 60 países em olimpíada de ciências e voltam dos EUA com 8 prêmios

Projetos de saúde, meio ambiente e inteligência artificial colocaram jovens brasileiros em destaque em competição internacional

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Estudantes brasileiros de escola pública superam alunos de 60 países em olimpíada de ciências e voltam dos EUA com 8 prêmios
(Foto: Divulgação/Febrace)

O talento de jovens brasileiros voltou a chamar atenção fora do país e mostrou que a ciência feita ainda na educação básica pode alcançar resultados expressivos quando recebe incentivo, orientação e oportunidade.

Entre os dias 9 e 15 de maio, estudantes do Brasil participaram da Regeneron International Science and Engineering Fair 2026, conhecida como ISEF, em Phoenix, no Arizona, nos Estados Unidos.

A competição é considerada uma das maiores feiras internacionais pré-universitárias de ciências e engenharia do mundo e reúne jovens pesquisadores de dezenas de países.

Ao todo, 21 brasileiros foram selecionados para representar o país após se destacarem na Febrace, Feira Brasileira de Ciência e Engenharia, e na Mostratec-Liberato.

O desempenho rendeu oito prêmios ao Brasil, conquistados por nove estudantes. Os projetos apresentados abordaram áreas como saúde, agricultura, meio ambiente, tecnologia e inteligência artificial.

Projetos brasileiros ganharam destaque internacional

Entre os trabalhos premiados estavam iniciativas voltadas à detecção de balões com inteligência artificial, uso de extratos vegetais no cultivo de orquídeas, biocompósitos feitos a partir de resíduos do maracujá e até ferramentas ligadas à saúde.

Os estudantes também apresentaram soluções relacionadas à agricultura familiar, prevenção de desastres, doenças neurodegenerativas, inclusão, segurança e sustentabilidade.

Premiação reconhece jovens cientistas

A ISEF reúne cerca de 1.600 estudantes de aproximadamente 60 países todos os anos. Durante o evento, os participantes apresentam seus projetos a avaliadores internacionais.

A premiação é dividida em categorias científicas e reconhecimentos especiais oferecidos por universidades, instituições de pesquisa e organizações internacionais.

Com o resultado, os estudantes brasileiros reforçaram o protagonismo do país em pesquisas desenvolvidas ainda antes da universidade.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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