Astrônomos registram asteroide gigante cruzando o céu de Goiânia

Imagem feita em Goiás mostra dois fenômenos espaciais distintos acontecendo simultaneamente

Pedro Pedro Ribeiro -
Astrônomos registram asteroide gigante cruzando o céu de Goiânia
Passagem do corpo celeste chamou a atenção de astrônomos e rendeu um dos registros mais incomuns feitos em Goiás. (Foto: Reprodução/@pedro.jgcf)

Um registro raro feito em Goiânia chamou a atenção de astrônomos e apaixonados pelo espaço após captar a passagem do asteroide (152667) 1997 NC1 pelo céu da capital.

A imagem foi produzida pelo astrofotógrafo Pedro Augusto, colaborador do Instituto de Astronomia Plêiades do Sul, durante a aproximação do corpo celeste com a Terra, ocorrida no último sábado (27).

Além da trajetória do asteroide, a fotografia registrou um segundo fenômeno incomum: a trilha de ionização deixada por um meteoro cruzando o mesmo campo de visão no instante da exposição.

Nas redes sociais, Pedro Augusto explicou que os dois eventos são completamente diferentes, mas acabaram sendo capturados simultaneamente.

“Entre as estrelas, um visitante do Sistema Solar e um instante efêmero da atmosfera terrestre.

Nesta imagem, registrei o asteroide (152667) 1997 NC1 cruzando o céu, enquanto, por coincidência, uma trilha de ionização deixada por um meteoro também atravessava o campo”, escreveu.

O astrofotógrafo contou ainda que foi a primeira vez que registrou um asteroide e afirmou que pretende aperfeiçoar a técnica nas próximas observações.

Segundo ele, a trilha do objeto não ficou totalmente contínua devido a interrupções nos frames utilizados na captura.

Ao G1, o astrônomo Ary Martins, do Instituto de Astronomia Plêiades do Sul, afirmou que este é um dos poucos registros do fenômeno feitos a partir de Goiás.

O especialista explicou que o asteroide passou a aproximadamente 2,5 milhões de quilômetros da Terra e vinha sendo monitorado por agências espaciais.

Os asteroides são corpos rochosos ou metálicos que orbitam estrelas. No Sistema Solar, são classificados como corpos menores, pois não possuem massa suficiente para adquirir formato esférico nem conseguem limpar completamente suas órbitas, diferentemente dos planetas.

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Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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