De banca de feira a 550 hectares: fruticultor virou dono de produção que colhe mais de 18 milhões de quilos de frutas por ano e exporta para o Brasil
Martín López começou vendendo frutas em Mar del Plata e transformou o negócio em uma operação de peras e maçãs na Patagônia argentina

A trajetória do argentino Martín López começou longe dos grandes pomares. No ano 2000, ele se juntou a dois cunhados para abrir uma banca de frutas em Mar del Plata, cidade do litoral argentino.
Na época, cada sócio entrou com US$ 4 mil. Além disso, o negócio comprava frutas produzidas no Alto Valle do Río Negro e revendia ao consumidor.
Com o passar dos anos, a experiência no varejo ajudou López a entender melhor a cadeia da fruta. Assim, o antigo feirante passou a enxergar oportunidades além da compra e revenda.
Da banca para os pomares

Fruticultor saiu da feira e hoje exporta frutas para o Brasil. (Foto: Reprodução)
A virada aconteceu a partir de 2006, quando López começou a comprar terras na Patagônia.
A decisão veio em meio a uma crise de sucessão na fruticultura local, já que muitos produtores antigos não tinham herdeiros interessados em continuar no campo.
Com isso, ele deixou de depender apenas da produção de terceiros e passou a controlar parte da própria colheita.
Hoje, a operação reúne cerca de 550 hectares, principalmente em áreas de Villa Regina, Chichinales e General Godoy.
A região é conhecida pela produção de peras e maçãs, favorecida pelo clima seco, pela água do degelo dos Andes e pela grande variação de temperatura.
Produção chega ao Brasil
Atualmente, a empresa Frutas Escorpio processa cerca de 18 milhões de quilos de frutas por ano. Desse total, aproximadamente 11 milhões de quilos são de peras e 6 milhões de quilos são de maçãs.
Além da produção própria, López ainda compra frutas de outros agricultores. Dessa forma, mantém parte da lógica comercial do início da carreira, mas agora com uma estrutura muito maior.
O Brasil é o principal destino internacional direto dessa produção. Por isso, parte das peras e maçãs consumidas por brasileiros pode ter origem nos pomares e centros de processamento da Patagônia argentina.
A história mostra como um pequeno comércio pode crescer quando une conhecimento de mercado, reinvestimento e integração da cadeia produtiva.
De uma banca de feira a centenas de hectares, López construiu uma operação que liga o campo argentino à mesa de consumidores brasileiros.
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