Atrasos em entregas levam Prefeitura de Goiânia a aplicar mais de 200 penalidades a fornecedores da rede municipal de Saúde
Empresas que tenham descumprido os acordos ficam afastadas das contratações por dois anos, nos casos previstos pela legislação

Problemas no cumprimento de contratos que abastecem postos e demais unidades de saúde de Goiânia colocaram fornecedores sob maior pressão neste ano. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) contabiliza 219 penalidades aplicadas a 114 empresas somente em 2026.
As sanções estão relacionadas ao descumprimento de obrigações envolvendo medicamentos, insumos e outros produtos adquiridos para a rede municipal. Entre as situações apuradas estão atrasos e falta de entrega dos itens dentro das condições previstas.
Segundo os dados divulgados pela pasta, foram registradas 207 multas, sete penalidades de impedimento de licitar e quatro advertências. A soma desse detalhamento chega a 218, embora a SMS informe um total de 219 sanções.
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Nos casos em que uma irregularidade é identificada, a secretaria abre procedimento administrativo antes da aplicação da penalidade.
Empresas impedidas de licitar e contratar com a Prefeitura ficam afastadas das contratações municipais por dois anos nos casos previstos pela legislação.
O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, afirmou que a administração acompanha estoques, contratos e cronogramas para cobrar dos fornecedores o cumprimento dos prazos estabelecidos.
Estoques em recomposição
A fiscalização ocorre enquanto a rede municipal tenta manter regular o abastecimento das unidades.
Entre 2025 e junho de 2026, foram destinados R$ 63,9 milhões à compra de 506 tipos de medicamentos e materiais de uso diário.
De acordo com a SMS, todos os itens incluídos na Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume) vigente têm atas de registro de preços e pedidos de entrega encaminhados.
Assim, os produtos previstos estão contratados, embora parte ainda não tenha chegado. A taxa de abastecimento informada é de 90,5%.
O percentual restante corresponde a itens comprados e ainda aguardados de indústrias e distribuidoras dentro dos prazos contratuais.
Atualmente, os estoques municipais reúnem mais de 15,5 milhões de medicamentos e 8 milhões de insumos, distribuídos às unidades de acordo com a demanda.
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