Agora é lei: pessoa que usa losartana pode ter direito a receber R$ 1.621 por mês, explica advogado
Especialista esclarece que o uso de losartana, por si só, não garante o benefício, mas algumas pessoas podem ter direito ao BPC quando atendem aos critérios previstos em lei

Muitas publicações nas redes sociais afirmam que pessoas que usam losartana podem receber um benefício mensal do INSS.
A informação desperta interesse, principalmente entre quem convive com hipertensão e enfrenta dificuldades para trabalhar por causa da doença.
No entanto, especialistas alertam que o simples uso do medicamento não garante qualquer pagamento.
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Em vídeo publicado na rede social Instagram, um advogado explica que algumas pessoas podem solicitar o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), desde que preencham os critérios previstos na legislação.
Uso da losartana não garante o benefício
Segundo o advogado, muitas pessoas utilizam losartana para controlar a pressão arterial. Entretanto, algumas continuam apresentando sintomas como tonturas, dores de cabeça intensas, falta de ar, dores no peito e dificuldades para realizar atividades do dia a dia.
Quando esse quadro provoca limitações de longo prazo, a situação pode servir como um dos elementos analisados durante o pedido do benefício.
Ainda assim, o INSS não concede o BPC apenas porque a pessoa faz uso do medicamento.
Além disso, o órgão avalia a condição de saúde, a renda familiar e o impacto da doença na vida do requerente.
Documentos costumam fortalecer o pedido
Quem pretende solicitar o benefício normalmente precisa apresentar documentação médica que demonstre a gravidade da condição.
Entre os principais documentos estão:
- Laudo médico com diagnóstico, CID e descrição das limitações;
- Relatórios de acompanhamento médico;
- Receitas dos medicamentos de uso contínuo;
- Exames como MAPA, eletrocardiograma, ecocardiograma e Holter, quando houver;
- Prontuários e registros de consultas.
Quanto mais completas forem as informações, maiores são as condições de comprovar a situação durante a análise do pedido.
Quem pode receber o BPC?
O Benefício de Prestação Continuada atende dois grupos previstos em lei:
- Pessoas com deficiência que enfrentam impedimentos de longo prazo;
- Idosos com 65 anos ou mais que comprovem baixa renda.
Além disso, o benefício não exige contribuição prévia ao INSS.
Por isso, mesmo quem nunca trabalhou com carteira assinada ou nunca recolheu contribuições pode solicitar o BPC, desde que cumpra todos os requisitos legais.
A renda familiar também influencia
Outro requisito importante envolve a renda da família.
Embora a legislação estabeleça critérios econômicos, decisões da Justiça já reconheceram o direito ao benefício em situações nas quais a renda ultrapassava o limite previsto em lei.
Nesses casos, os magistrados analisaram despesas elevadas com medicamentos, alimentação, moradia e tratamentos de saúde.
Por esse motivo, cada pedido recebe uma avaliação individual.
Diversas doenças podem dar origem ao pedido
O advogado também explica que diferentes condições de saúde podem justificar um requerimento do BPC.
Entre elas estão:
- Transtorno do Espectro Autista (TEA);
- Síndrome de Down;
- Deficiência auditiva;
- Deficiência visual;
- Paralisia cerebral;
- Amputações;
- Câncer;
- AVC;
- Esclerose múltipla;
- Doença de Parkinson;
- Doença de Alzheimer;
- Cardiopatias;
- Insuficiência cardíaca;
- Hipertensão com limitações importantes;
- Diabetes;
- Fibromialgia;
- Lúpus;
- Transtorno bipolar;
- Esquizofrenia;
- HIV/Aids;
- Doenças graves da coluna.
No entanto, nenhuma dessas doenças gera direito automático ao benefício.
Em todos os casos, o INSS analisa a documentação, realiza perícia quando necessária e verifica se a pessoa atende aos critérios sociais e médicos previstos na legislação.
Pedido depende da análise do INSS
Embora pessoas que usam losartana possam solicitar o BPC quando apresentam limitações importantes e baixa renda, o medicamento não garante a concessão do benefício.
Por isso, quem acredita preencher os requisitos deve reunir toda a documentação médica, verificar os critérios legais e apresentar o pedido ao INSS.
Dessa forma, aumenta as chances de comprovar sua situação e receber uma análise baseada nas regras vigentes.
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