As faculdades com mais formados empregados no Brasil em 2026, segundo rankings
Ranking mostra Medicina na liderança, mas também revela força de cursos de tecnologia, saúde e comunicação no mercado
Na hora de escolher uma graduação, o sonho de muitos estudantes vai além do diploma. A grande dúvida costuma ser outra: quais cursos realmente aumentam as chances de conseguir trabalho depois da formatura?
Um levantamento do Instituto Semesp, em parceria com a Workalove, ajuda a responder essa pergunta. A pesquisa analisou indicadores de trabalho, renda e planejamento de carreira entre egressos do ensino superior brasileiro.
O estudo foi realizado entre 09 de agosto e 01 de setembro de 2024, por meio de questionários, e segue sendo usado como referência em rankings sobre empregabilidade em 2026.
O ranking compara cursos de graduação, e não instituições de ensino. O foco está no percentual de formados que exercem atividade remunerada, especialmente dentro da própria área de formação.
Medicina aparece no topo da lista
Entre os cursos analisados, Medicina lidera com folga. Segundo o ranking divulgado a partir dos dados do Semesp, 92% dos formados na área aparecem empregados.
Na sequência, aparecem Farmácia, com 80,4%, e Odontologia, com 78,8%. O desempenho reforça a força dos cursos ligados à saúde, que ocupam três das seis primeiras posições.
Também aparecem bem colocadas formações ligadas à tecnologia. Gestão da Tecnologia da Informação tem 78,4%, Ciência da Computação registra 76,7% e Sistemas de Informação aparece com 71,3%.
Veja o ranking dos cursos com maior percentual de formados empregados:
- Medicina – 92%
- Farmácia – 80,4%
- Odontologia – 78,8%
- Gestão da Tecnologia da Informação – 78,4%
- Ciência da Computação – 76,7%
- Medicina Veterinária – 76,6%
- Design – 75%
- Relações Públicas – 75%
- Arquitetura e Urbanismo – 74,6%
- Publicidade e Propaganda – 73,5%
- Letras – 73,2%
- Fisioterapia – 71,5%
- Sistemas de Informação – 71,3%
- Contabilidade – 68,2%
- Economia – 68%
- Engenharia Civil – 67,8%
- Psicologia – 67,3%
- Gestão da Qualidade – 66,7%
- Redes de Computadores – 65,2%
- Agronomia – 63,6%
Salário muda conforme a área de atuação
O estudo também aponta que estar empregado não significa, necessariamente, atuar na área em que se formou. Esse recorte é importante porque ajuda a mostrar quais graduações têm maior aderência ao mercado.
De acordo com o material divulgado, a média salarial é maior entre quem trabalha na própria área de formação, chegando a R$ 4.494. Já quem atua fora da área tem média de R$ 3.523, enquanto os profissionais que exercem atividade sem necessidade de ensino superior recebem, em média, R$ 2.712.
Outro dado chama atenção: formados com algum tipo de pós-graduação aparecem com remuneração média de R$ 5.924. Entre aqueles que possuem apenas ensino superior, a média é de R$ 4.113.
O levantamento também mostra diferenças entre modalidades. Formados no regime presencial registraram remuneração média de R$ 4.204, acima dos graduados em ensino a distância, com R$ 3.422.
O que os dados mostram
A pesquisa do Semesp considerou respostas de 5.681 formados em cursos de 178 instituições brasileiras. Entre os participantes, 96,9% concluíram a graduação em instituições privadas, e 68,3% tinham até 34 anos.
O cenário dialoga com a expansão do ensino superior no país. Dados oficiais do Censo da Educação Superior 2024, do Inep/MEC, mostram que o Brasil ultrapassou a marca de 10 milhões de estudantes matriculados em cursos superiores. A modalidade a distância também ganhou força e passou a representar 50,7% das matrículas de graduação.
Ainda assim, o ranking reforça que diploma e empregabilidade não caminham sempre no mesmo ritmo. A área escolhida, a demanda por profissionais, a formação complementar e a capacidade de inserção no mercado seguem pesando no futuro profissional dos graduados.
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