Goiás pode enfrentar calor acima da média, seca prolongada e aumento das queimadas com avanço do El Niño

Fenômeno climático deve ganhar força no segundo semestre e atingir o pico entre outubro e novembro

Lara Duarte -
Fenômeno deve ganhar força nos próximos meses e pode provocar calor acima da média, baixa umidade e agravamento da seca em Goiás. (Foto: Governo de Goiás/Semad)
Fenômeno deve ganhar força nos próximos meses e pode provocar calor acima da média, baixa umidade e agravamento da seca em Goiás. (Foto: Governo de Goiás/Semad)

O segundo semestre de 2026 deve ser marcado por temperaturas acima da média e um período de estiagem mais intenso em Goiás.

Conforme as informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é consequência do fortalecimento do fenômeno El Niño, que já começa a influenciar o clima no Brasil e deve atingir seu pico entre outubro e novembro.

As primeiras mudanças devem ser percebidas ainda em agosto, mas a tendência é que o calor aumente gradativamente nos meses seguintes.

Em Goiânia, por exemplo, os termômetros podem registrar marcas próximas dos 40°C em alguns dias, já que a expectativa é de temperaturas até 2°C acima da média histórica para o período.

Além do calor intenso, a previsão indica chuvas irregulares e baixos índices de umidade relativa do ar, cenário que pode agravar o período seco característico desta época do ano em Goiás.

O El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial permanecem mais aquecidas do que o normal, alterando a circulação atmosférica e influenciando o regime de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do planeta.

Para Goiás, os principais reflexos esperados são o prolongamento da estiagem, aumento do risco de incêndios florestais, piora da qualidade do ar e impactos para a agricultura.

A combinação entre calor intenso e baixa umidade também costuma elevar os casos de problemas respiratórios, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Mesmo com a aproximação do período chuvoso, previsto para os últimos meses do ano, a tendência é que as precipitações ocorram de forma irregular, sem aliviar imediatamente os efeitos do calor e da seca.

Diante desse cenário, a orientação dos especialistas é reforçar a hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes do dia e acompanhar os índices de umidade do ar, que podem atingir níveis considerados críticos durante os próximos meses.

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Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.

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