Bulhufas, borogodó, supimpa e outras: o que significam as gírias antigas que a geração Z nunca ouviu falar e que saíram de moda

Termos que marcaram conversas de outras décadas hoje soam estranhos para a geração Z e mostram como a linguagem muda com o tempo

Gustavo de Souza -
Bulhufas, borogodó, supimpa e outras: o que significam as gírias antigas que a geração Z nunca ouviu falar e que saíram de moda
(Foto: Reprodução)

Os jovens da geração Z, ao escutar uma conversa de décadas atrás, podem ter a sensação de estar diante de outro idioma. Muitas expressões que já foram populares desapareceram do cotidiano e hoje soam curiosas, especialmente para os mais jovens.

Afinal, palavras como “bulhufas”, “borogodó” e “supimpa” tinham sentidos bem definidos e eram usadas com naturalidade em diferentes situações.

Bulhufas

Significa “nada” ou “coisa nenhuma”. A expressão aparecia em frases como “ele não entende bulhufas do assunto”.

Não é o único modo de dizer antigo com esses dignificados, sendo comum pessoas mais velhas lembrarem de “necas” ou até mesmo “necas de pitibiribas”, que compartilham do mesmo sentido.

Borogodó

Era usada para definir charme, magnetismo ou uma qualidade especial difícil de explicar. Alguém com borogodó chamava atenção sem precisar se esforçar. Muito similar em seu significado a gírias usadas hoje pelos jovens, como “molho” ou “aura”.

Supimpa

Servia como elogio para algo excelente, muito bom ou admirável. Um passeio divertido, por exemplo, poderia ser chamado de supimpa. Pode ser trocada facilmente por “beleza” (empregado para caracterizar) ou “da hora”.

Broto

Durante décadas, foi uma forma informal de se referir a uma pessoa jovem, geralmente considerada bonita ou atraente, e ganhou força em músicas e conversas populares.

Hoje existem vários equivalentes, mas o que mais se aproxima precisamente é chamar alguém de “gato/gatinho”.

Patota

Indicava um grupo de amigos ou uma turma que costumava andar junta. Atualmente, palavras como “galera” e “grupo” ocupam esse espaço.

Bafafá

É sinônimo de confusão, tumulto ou discussão com bastante repercussão. Embora ainda seja compreendida, a palavra aparece com menos frequência entre os jovens.

Um meme que circulou bastante nas redes sociais há pouco tempo e que se aproxima semanticamente é o termo “show da Xuxa”.

Chuchu beleza

A expressão era usada para dizer que estava tudo bem ou que algo havia sido combinado. Funcionava de maneira semelhante a “beleza” (num sentido de concordância), “pode crer” ou “fechado”.

O desaparecimento dessas gírias mostra como a língua acompanha cada geração. Algumas expressões somem, outras ganham novos sentidos e várias acabam preservadas apenas em músicas, filmes e lembranças.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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