Governo Federal prorroga benefício para brasileiros com CPF finais 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9
Prazo ampliado oferece nova oportunidade para regularizar pendências financeiras sem mudanças nas condições atuais

O Governo Federal decidiu ampliar o prazo de adesão ao Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas voltado a pessoas físicas e outros públicos contemplados pela iniciativa.
Com a mudança, brasileiros com CPF final de 0 a 9 poderão aderir ao programa até 31 de agosto, data que coincide com o fim da vigência da medida provisória que criou a nova fase do Desenrola.
Inicialmente, o encerramento estava previsto para o começo de agosto, mas a prorrogação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após pedidos das instituições financeiras, que identificaram demanda crescente pela renegociação.
Segundo o Ministério da Fazenda, a extensão do prazo não altera as regras do programa nem exige novos aportes ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), mecanismo que reduz o risco para os bancos participantes.
O Desenrola 2.0 permite renegociar dívidas bancárias contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e dois anos, incluindo débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Os participantes podem conseguir descontos de até 90%, juros limitados a 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 meses, conforme a análise de cada instituição financeira.
Mais tempo para negociar
De acordo com o governo, a prorrogação também permitirá que consumidores regularizem a situação financeira antes de buscar novas linhas de crédito, como financiamentos de veículos.
A expectativa do Ministério da Fazenda é alcançar cerca de 10 milhões de famílias beneficiadas. Até o fim de julho, o programa já havia registrado 3,6 milhões de operações, com aproximadamente R$ 22 bilhões em dívidas renegociadas.
Após os descontos concedidos, o valor devido caiu para cerca de R$ 4 bilhões, reduzindo significativamente o comprometimento da renda das famílias participantes.
Quem pode participar
O Desenrola 2.0 foi criado para reduzir o nível de endividamento das famílias e estimular a recuperação da capacidade de consumo.
Além da modalidade destinada às pessoas físicas inadimplentes, o programa também possui versões voltadas para estudantes com contratos do Fies, micro e pequenas empresas e produtores rurais, cada uma com regras específicas.
Em algumas modalidades, ainda existe a possibilidade de utilizar parte do saldo do FGTS para amortizar ou quitar dívidas, embora essa alternativa tenha sido pouco utilizada até o momento.
O governo orienta que os interessados consultem os canais oficiais e as instituições financeiras participantes para verificar as condições disponíveis e concluir a renegociação dentro do novo prazo.
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