Metade da Inglaterra entra em seca oficial após calor e pouca chuva
País registrou secas em 2022, 2025 e 2026, o que vem se tornando a nova tendência

A seca na Inglaterra já atinge oficialmente metade do território do país após um mês de recorde negativo de chuvas e temperaturas elevadas. A Agência Ambiental inglesa declarou áreas em situação de seca.
Segundo a Agência Ambiental, julho deve ser o mês mais seco já registrado na Inglaterra, com apenas 7% da chuva esperada. No sul inglês, o volume de precipitação chegou a 1% do previsto.
Áreas do centro, leste e sul da Inglaterra receberam a classificação oficial de seca. Entre elas estão Londres, Anglia Oriental, Hertfordshire, Vale do Tâmisa, Hampshire, Ilha de Wight, Devon, Cornualha, Midlands Ocidentais e Wessex.
O país enfrenta uma seca relâmpago, que se instala rapidamente mesmo após um inverno chuvoso. A situação ocorre porque o consumo de água supera a reposição natural causada pelas chuvas.
Alertas de saúde por calor emitidos pela Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA, na sigla em inglês) estão em vigor em grandes partes do território inglês até as nove horas de quinta-feira, 30 de julho. O alerta laranja vale para Midlands Orientais, leste da Inglaterra, Londres e sudeste; o amarelo cobre Midlands Ocidentais, sudoeste, Yorkshire e Humber.
A Agência Ambiental orienta moradores a se manterem hidratados, mas a reduzirem o desperdício de água. “Cada gota que pudermos economizar é mais uma gota para a natureza e a agricultura”, afirma Helen Wakeham, diretora de água do órgão.
Secas podem afetar lavouras, rios, fauna e o abastecimento de consumidores. A agência classifica a seca agrícola como a falta de chuva e umidade no solo para sustentar cultivos e práticas rurais.
A Inglaterra registrou secas em 2022, 2025 e 2026. A ministra da Água, Emma Hardy, afirma que esses episódios se tornam mais frequentes e defende preparação para uma nova realidade climática.







