Stephen Hawking: “A vida extraterrestre provavelmente é comum no Universo; a inteligente, muito menos”
Reflexões do físico apontam que organismos simples podem existir em muitos planetas, enquanto civilizações avançadas seriam raras

A possibilidade de existir vida extraterrestre alimenta uma das perguntas mais antigas da humanidade. Afinal, em um Universo com incontáveis estrelas e planetas, a Terra seria realmente o único lugar capaz de abrigar seres vivos?
Stephen Hawking acreditava que provavelmente não. Entretanto, o físico britânico fazia uma diferença importante entre o surgimento de organismos simples e o desenvolvimento de civilizações inteligentes.
Em um discurso realizado em 2016, no Imperial College de Londres, Hawking afirmou que a vida fora da Terra poderia ser comum. Já as espécies inteligentes, segundo ele, seriam muito menos frequentes.

(Imagem: Ilustração/Umkreisel App/Pexels)
Vida extraterrestre simples pode ser mais comum
O raciocínio de Hawking considerava a enorme quantidade de mundos espalhados pelo espaço. Portanto, diferentes planetas poderiam reunir condições para o aparecimento de formas primitivas de vida.
Esses organismos não precisariam desenvolver linguagem, tecnologia ou estruturas sociais complexas. Por isso, o nascimento de vida simples poderia acontecer com mais frequência em diferentes pontos do Universo.
Por outro lado, chegar ao nível de uma civilização avançada exigiria uma sequência muito mais difícil. Além de evoluir, uma espécie teria de sobreviver por tempo suficiente para criar tecnologias e buscar contato com outros mundos.
Por que a vida inteligente seria mais rara?
Em uma conferência realizada em 2008, na Universidade George Washington, Hawking apresentou algumas explicações para a ausência de contato com civilizações extraterrestres.
Uma das possibilidades era que o surgimento de qualquer forma de vida fosse extremamente improvável. Nesse cenário, até os organismos mais simples seriam raros.
Outra hipótese indicava que a vida poderia aparecer com certa frequência. No entanto, poucas espécies alcançariam um nível avançado de inteligência.
Além disso, as próprias tecnologias desenvolvidas por essas civilizações poderiam representar uma ameaça. Hawking citava, por exemplo, o risco de destruição provocado por armas nucleares.
Assim, uma sociedade tecnologicamente avançada poderia desaparecer antes de conseguir se comunicar com outros planetas.
Ausência de sinais ainda intriga cientistas
Ao longo dos anos, diferentes programas tentaram detectar sinais vindos de outros sistemas estelares. Contudo, essas buscas ainda não apresentaram evidências concretas de civilizações capazes de se comunicar com a Terra.
Para Hawking, a falta de resultados poderia indicar que não existiam sociedades avançadas em regiões relativamente próximas. Também seria possível que elas estivessem separadas por distâncias difíceis de superar.
Dessa forma, o físico considerava mais provável que formas simples de vida existissem em diferentes partes do espaço. Por outro lado, civilizações inteligentes, tecnológicas e capazes de emitir sinais seriam verdadeiras exceções.
A reflexão não significava que Hawking tivesse comprovado a existência de extraterrestres. Na verdade, ele apresentou hipóteses sobre as chances de a evolução produzir sociedades avançadas em outros planetas.
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