Bolsa Família ganha novo valor em outubro e brasileiros podem receber mais de R$ 1,1 mil

Atualização muda a composição dos benefícios a partir de outubro e amplia os valores destinados a diferentes perfis familiares

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Calendário de junho do Bolsa Família: governo divulga as datas de pagamento
(Foto: Reprodução/Lyon Santos/Agência Brasil)

Os valores usados no cálculo do Bolsa Família serão reajustados a partir de outubro. A mudança alcança o piso do programa e adicionais relacionados à composição familiar, como aqueles destinados a crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes.

A atualização foi estabelecida pelo Decreto nº 13.120/2026 e considera a variação acumulada de 15,04% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

Quanto o Bolsa Família poderá pagar?

O valor mínimo garantido às famílias elegíveis passa de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio estimado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) sobe de R$ 675 para R$ 777.

Dependendo da quantidade e da idade dos integrantes, o pagamento pode superar R$ 1,1 mil. Em uma família elegível formada por um adulto e três crianças menores de sete anos, por exemplo, o cálculo pode chegar a R$ 1.210, desde que não haja aplicação da Regra de Proteção.

Nesse exemplo, quatro parcelas do Benefício de Renda de Cidadania somam R$ 656. O Benefício Complementar acrescenta R$ 35 para garantir o piso de R$ 691, enquanto as três crianças geram mais R$ 519 em adicionais.

Outros benefícios também aumentam

O Benefício de Renda de Cidadania passa de R$ 142 para R$ 164 por integrante. Já o Benefício Primeira Infância sobe de R$ 150 para R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos.

Para gestantes, nutrizes e integrantes entre sete e 18 anos incompletos, o Benefício Variável Familiar passa de R$ 50 para R$ 58.

Pagamentos começam em outubro

O calendário regular começa em 19 de outubro, para beneficiários com NIS final 1, e segue até o dia 30.

Para ingressar no programa, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) e cumprir os critérios de renda. A inscrição, porém, não garante concessão automática do Bolsa Família.

Famílias que tiveram aumento de renda também podem receber valores diferentes caso estejam enquadradas na Regra de Proteção.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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