A ciência explica o que significa quando lagartixas aparecem com frequência em casa

Embora muita gente se assuste ao encontrar esses pequenos répteis, especialistas afirmam que eles podem ser grandes aliados no controle de pragas

Daniella Bruno Daniella Bruno -
As Lagartixas Em Casa costumam gerar dúvidas, mas a ciência explica por que elas aparecem e revela se representam risco para as pessoas
(Foto: Reprodução/YouTube/FlavioLCFrança/animaiscoloridos)

Encontrar uma lagartixa caminhando pela parede costuma provocar reações diferentes. Enquanto algumas pessoas se assustam e tentam afastar o animal imediatamente, outras acreditam que sua presença traz sorte ou protege a casa.

No entanto, além das crenças populares, existe uma explicação científica para esse comportamento.

Esses pequenos répteis são comuns nas áreas urbanas e desempenham um papel importante no equilíbrio do ambiente doméstico.

Por isso, especialistas explicam que, na maioria das situações, a presença deles não representa perigo e, ao contrário do que muitos imaginam, pode até beneficiar os moradores.

Por que as lagartixas aparecem dentro de casa?

A espécie mais comum encontrada nas residências brasileiras é a Hemidactylus mabouia, originária da África e introduzida no país há séculos.

Atualmente, ela se adaptou muito bem às cidades e consegue escalar paredes e tetos graças às pequenas estruturas adesivas presentes nos dedos.

Além disso, esses animais costumam aparecer onde há alimento disponível.

Como se alimentam principalmente de insetos, eles são atraídos por ambientes iluminados, onde mosquitos, mariposas e outros pequenos animais se concentram durante a noite.

Entre os fatores que atraem lagartixas estão:

  • Luzes acesas durante a noite;
  • Grande presença de insetos;
  • Locais quentes e protegidos para descanso;
  • Frestas, telhados e cantos escuros da casa.

Ter lagartixas em casa é bom ou ruim?

Segundo especialistas, a resposta é positiva. Isso porque as lagartixas atuam como controladoras naturais de pragas e ajudam a reduzir a quantidade de insetos dentro das residências.

A alimentação desses répteis inclui mosquitos, baratas, traças, mariposas, aranhas e, em alguns casos, até pequenos escorpiões.

Dessa forma, elas contribuem para diminuir a presença de animais que podem causar incômodos ou transmitir doenças.

Entre os principais benefícios estão:

  • Controle natural de insetos;
  • Redução de mosquitos, incluindo o Aedes aegypti;
  • Diminuição de baratas e traças;
  • Ausência de veneno e de risco direto para humanos.

Mitos e cuidados importantes

Apesar da fama, as lagartixas não são venenosas, não transmitem doenças diretamente para as pessoas e raramente mordem. O antigo mito surgiu, em parte, porque elas são conhecidas como “osgas” em algumas regiões e porque seus olhos, sempre abertos, lembram os das cobras.

Por outro lado, quem tem gatos deve ficar atento. Caso um felino coma uma lagartixa infectada por determinados parasitas, ele pode desenvolver a platinosomose felina, conhecida popularmente como “doença da lagartixa”.

Por isso, é importante observar o comportamento do animal e procurar um veterinário caso apareçam sintomas.

Outro comportamento curioso é a capacidade de soltar a própria cauda quando se sentem ameaçadas.

Esse mecanismo de defesa, chamado autotomia caudal, distrai predadores e permite que a lagartixa fuja. Posteriormente, a cauda volta a crescer.

Se for necessário retirar uma lagartixa do ambiente, especialistas recomendam capturá-la cuidadosamente com um recipiente e soltá-la do lado de fora da residência.

Assim, o animal permanece protegido e continua desempenhando seu importante papel no equilíbrio natural do ambiente.

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Daniella Bruno

Daniella Bruno

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO do Portal 6, em Goiânia. Atua na produção e otimização de conteúdos digitais, com foco em matérias soft sobre comportamento, curiosidades e temas do cotidiano.

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